“A atual situação da economia do Rio Grande do Sul, que já inspirava preocupação, agora, com o aumento de 9,6% no salário mínimo regional, aprovado pela Assembleia Legislativa na terça-feira (1º de março), coloca o empresariado gaúcho em estado de alerta”. A afirmação é do vice-presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul, Lucas Rubinger. A entidade, a mais antiga e com maior número de associados na região, é reconhecida por se posicionar duramente contra qualquer aumento ou criação de novos impostos. “Estamos indignados com mais esse aumento de tributação. Já houve aumento de impostos federais e do ICMS no RS. Enfraquecer o empresário é enfraquecer o Estado. Para equilibrar as contas muitas empresas terão que reduzir na mão de obra”, avalia Rubinger, prevendo um aumento no número de demissões.
No País, somente 5 estados adotaram o piso regional – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O piso gaúcho é o maior de todos – RS: 1.103,66 a 1.398,65 com o novo aumento, cerca de 25,41% acima do mínimo nacional (R$ 880,00). O reajuste entrará em vigor a partir da data de publicação da lei, com efeitos retroativos a 1º de fevereiro de 2016.
Para o vice-presidente da ACI, a majoração afeta negativamente a competitividade dos segmentos empresariais no Estado, que há anos vêm perdendo espaço nos mercados nacional e internacional. Somado à crise financeira, gerada pela má gestão dos recursos públicos, e à impagável dívida com a União, o dirigente afirma que “agora só resta às empresas conviver com mais esta afronta aos esforços da iniciativa privada de manter viva a economia gaúcha.”














