Os cinco principais produtos exportados pelo Rio Grande do Sul, no primeiro semestre de 2016, foram soja em grão (24,8%), tabaco em folhas (7,2%), polímeros plásticos (6,9%), carne de frango (6,8%) e farelo de soja (5,2%). No que se refere ao principal produto exportado pelo Estado, a soja em grão, em 2016 foi registrado recorde de volume embarcado para um primeiro semestre (5,131 milhões de toneladas), na esteira da supersafra do ano, dos massivos embarques para a China e do crescimento das vendas para o Irã e o Paquistão. Apesar disso, a receita auferida em dólar foi a menor dos últimos quatro anos, por conta do arrefecimento do preço do grão ao longo desse período.

As exportações gaúchas, no primeiro semestre, atingiram US$ 7,700 bilhões, um recuo de US$ 349,9 milhões (-4,4%) em relação ao primeiro semestre de 2015. Na decomposição do resultado, observam-se crescimento no volume embarcado para o exterior (10,2%) e retração nos preços médios dos produtos exportados (-13,2%). A despeito de ter sido registrado o maior volume embarcado da série histórica iniciada em 1989 (11,559 milhões de toneladas), foi auferido o menor valor desde 2010, revelando a magnitude da retração dos preços dos últimos anos. Com esse resultado, o Rio Grande do Sul perdeu uma posição no ranking nacional, passando para a quinta colocação, ultrapassando o Rio de Janeiro (em função da redução do preço do petróleo), mas sendo superado por Mato Grosso (pela forte elevação das vendas de soja e milho em grãos) e Paraná (pelo crescimento das vendas de soja em grão).
O recuo de US$ 349,9 milhões do Estado resulta da queda das receitas das vendas de produtos básicos (US$ -353,9 milhões ou -8,0%) e manufaturados (US$ -198,4 milhões ou -6,7%), enquanto as vendas de semimanufaturados aumentaram (US$ 245,8 milhões ou 44,9%). Em termos de volume, todas as classes registraram incremento: 3,0% nos básicos, 12,5% nos manufaturados e 63,2% nos semimanufaturados.
Com relação à exportação de produtos básicos, houve diminuição, sobretudo, das vendas de trigo em grãos (US$ -163,9 milhões; -64,4% em valor e -44,2% em volume) e farelo de soja (US$ -111,2 milhões; -21,8% em valor e -6,0% em volume). O tabaco em folhas sofreu queda de US$ 45,4 milhões. Por outro lado, cresceram as vendas de carne bovina (US$ 18,9 milhões; 81,7% em valor) e bovinos vivos (US$ 11,7 milhões), os quais não foram exportados no primeiro semestre de 2015.
No grupo dos manufaturados, os maiores recuos em divisas foram percebidos nas exportações de máquinas e aparelhos para uso agrícola (US$ -41,3 milhões; -41,7% em valor e -28,2% em volume), hidrocarbonetos (US$ -29,2 milhões; -24,8% em valor e aumento de 2,6% em volume) e motores para automóveis (US$ -25,0 milhões; -36,3% em valor e -12,8% em volume). Em contrapartida, cresceram as vendas de polímeros plásticos (US$ 57,5 milhões; 12,1% em valor e 35,1% em volume), calçados (US$ 19,7 milhões; 11,3% em valor e 41,2% em volume), máquinas de elevação de carga (US$ 19,3 milhões; 95,0% em valor e 117,0% em volume) e automóveis (US$ 17,8 milhões; 13,6% em valor e 18,3% em volume).
Já no grupo dos semimanufaturados, o crescimento ocorreu em virtude das vendas de celulose (US$ 283,7 milhões; 757,2% em valor e 810,1% em volume). Os recuos foram registrados nas vendas de óleo de soja em bruto (US$ -29,1 milhões; -25,8% em valor e -22,3% em volume), couros e peles (US$ -15,9 milhões; -6,3% em valor e incremento de 19,0% em volume) e borracha (US$ -9,0 milhões; -20,6% em valor e -6,0% em volume). (Fonte: Fundação de Economia e Estatística)














