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Anjos em Ação estão de volta

Ambulância responderá pelo telefone 193 nas 24 horas do dia

 

Para alguns santa-cruzenses mais antigos, eles nunca finalizaram suas atividades, pois “Anjos em Ação” virou sinônimo de “ambulância” na década de 1990 no município.

Mas bem antes do surgimento do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), criado em 2004 e que continua em funcionamento, a ambulância do Corpo de Bombeiros realizava atendimentos através do Grupo de Atendimento de Emergência (GAE), acionado através do número de telefone 193 no município.

Desativado por falta de fundos em 2016, desde o início de setembro deste ano os Anjos em Ação estão de volta a ativa em Santa Cruz do Sul, nas 24 horas do dia, com recursos do orçamento próprio e também da Secretaria de Saúde da prefeitura de Santa Cruz do Sul. Segundo o capitão dos bombeiros, Joel Dittberner, a iniciativa responde a uma intenção do comando-geral dos bombeiros, que pretende colocar em funcionamento o serviço de ambulância em todos os quarteis possíveis no Estado.

Apesar de o trabalho ser retomado, o oficial dos bombeiros ressalta que é preciso utilizar o serviço com inteligência. Para dinamizar o suporte prestado à população, o acolhimento às vítimas deverá ser feito com cautela. O Corpo de Bombeiros pede que apenas nas ocasiões de emergência a ambulância seja solicitada.

“Antigamente, a gente sabe que o pessoal pedia e nós íamos em qualquer tipo de situação. A pessoa passando mal em casa, uma dor de barriga, dor de cabeça ou algo assim. Nós nos deslocávamos pra fazer o atendimento, porque nós tínhamos a equipe específica pra isso”. Atualmente, o capitão Joel destaca que cerca de 30 integrantes dos bombeiros estão aptos a fazer o acolhimento na ambulância, mas o contingente que servirá no auxílio aos necessitados será o mesmo à disposição para o combate a incêndios e outras atividades da corporação.

“Agora, no momento em que a ambulância estiver em atividade, nós deixamos de atender alguma outra ocorrência, o caminhão vai estar desativado. Então pode acontecer o caso de um resgate veicular ou um incêndio na área central que vai ter que deslocar a equipe lá do Distrito Industrial para a sede, e pode ocasionar uma demora”, observa.

O alerta é para que as pessoas não solicitem o serviço quando há um caso de menor gravidade, onde o problema pode ser resolvido com a ajuda de um parente, um amigo, ou até um táxi no transporte de um cidadão enfermo até uma unidade de atendimento de saúde, para dinamizar o suporte dos Anjos em Ação e evitar que a equipe do GAE seja acionada e fique indisponível para uma possível ocorrência de maior magnitude, como um incêndio.

“Se a pessoa precisa ser imobilizada, precisa de uma resposta rápida, aí sim a gente vai fazer o atendimento, mas nos casos que for constatado que (o transporte) poderia ser feito com o apoio de um vizinho, de um táxi ou algo assim, a gente vai evitar de mandar a ambulância nesses casos”.

O capitão Joel lembra que No Rio Grande do Sul existe uma lei que pune com multa o acionamento indevido dos serviços de emergência, os chamados “trotes”, e a prática pode ocasionar a confecção de um boletim de ocorrência na delegacia de polícia.

 

Capitão Joel pede que a população tenha responsabilidade ao chamar o serviço, para evitar o disperdício de recursos públicos