
A polícia encontrou um fuzil de uso restrito e grande quantidade de munições e material entorpecente na tarde de quarta-feira, 6, em Santa Cruz do Sul, em uma casa na Rua João Marcos Goettems, no bairro Santo Antônio, na Zona Sul da cidade.
Segundo a investigação policial, o imóvel servia de depósito para uma quarilha de traficantes que age no município.
No total foram encontrados 86 tijolos de maconha, que somaram 52 quilos da droga, além de um fuzil 308, e 96 munições de diferentes armas e calibres. A venda do entorpecente poderia render aos traficantes até 260 mil reais, considerando que o tráfico de maconha rende aos criminosos até cinco reais por grama da droga.
A casa onde o material foi encontrado era alugada, mas a polícia não encontrou o responsável pela residência e ninguém foi preso pelo armamento e pelo entorpecente.
Segundo informações do delegado regional Luciano Menezes repassadas à imprensa na tarde de quarta-feira, a polícia já tem o nome do suspeito por manter a droga naquele local. O dono do imóvel não estaria envolvido e foi ouvido no caso como testemunha. A prática de alugar residências para armazenar material ilícito por parte das quadrilhas é uma tática para dificultar a investigação, segundo a polícia.
Maconha poderia render R$ 5,7 bilhões ao ano em imposto ao Brasil
Um estudo realizado em 2016 por uma empresa de consultoria contratada pela Câmara dos Deputados chegou à conclusão que a legalização da maconha poderia render R$ 5,7 bilhões anualmente aos cofres públicos.
Sob o título “Impacto Econômico da Legalização da Cannabis no Brasil”, a pesquisa apurou que existem aproximadamente 2,7 milhões de usuários da droga no país. O estudo afirma ainda que o fim das prisões por tráfico pouparia R$ 997,3 milhões apenas com o gasto no sistema penitenciário.
A pesquisa considerou o preço de US$ 1,20 a grama, e projetou o consumo de 40 gramas por mês por usuário. Também entre as conclusões do estudo, foi levantado que a legalização não iria causar mudanças significativas nos orçamentos do judiciário e nem do sistema de saúde.
Outra previsão a partir da pesquisa, é a de que a legalização do comércio recreativo da maconha poderia aumentar o número de consumidores em cerca de 500 milhões de pessoas, o que elevaria ainda mais a receita a partir dos impostos com a venda da substância.














