
Condenado a 32 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, obstrução de investigações e lavagem de dinheiro, o ex-chefe da 17ª Delegacia de Porto Alegre, delegado Omar Abud, segue recebendo salário líquido de R$ 17.822,86, segundo o Portal da Transparência.
Juntamente com o ex-comissário de polícia Luiz Armindo de Mello Gonçalves, que recebeu 17 anos de pena, Abud foi considerado culpado por financiar uma quadrilha especializada em estelionato e roubo de cargas.
Mas enquanto o processo não for finalizado e os recursos de defesa do réu não estiverem esgotados, o delegado, que também só será exonerado após o fim da possibilidade de recorrer da pena, segue recebendo sua “recompensa” pelos serviços prestados ao Rio Grande do Sul.
Segundo o Ministério Público, com o dinheiro criminoso, o servidor que era responsável pela segurança dos cidadãos gaúchos adquiriu dois automóveis BMW, motos, apartamentos, terreno, abriu uma empresa e aplicou dinheiro no banco.
Além de Abud e do ex-comissário de polícia, outras seis pessoas também foram condenadas pelas ações do grupo criminoso. A investigação iniciou em 2014, quando a polícia descobriu que um mercado em Porto Alegre vendia produtos roubados.
Os advogados de defesa já avisaram que irão recorrer da pena aplicada aos condenados. Enquanto isso, em mais alguns dias, quando o estado conseguir pagar os servidores os vencimentos de setembro, mais R$ 17 mil em dinheiro público irão para a conta do condenado.
Enquanto aguarda o seguimento do processo, Omar Abud ficará em prisão especial, na Casa de Custódia Policial do Grupo de Operações Especiais.














