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Fifa: Novas descobertas de corrupção

A Fifa expulsou do seu Comitê Executivo Vernon Manilal, do Sri Lanka, por envolvimento na tentativa de compra de votos para a eleição à presidência da entidade em 2011. Na verdade, ele foi suspenso por oito anos pelo Comitê de Ética da Fifa de qualquer atividade no futebol, mas essa punição excede o seu mandato, o que representa, na prática, uma expulsão. Foi o oitavo dirigente a deixar a cúpula da entidade por corrupção em dois anos.

Pela versão do Comitê de Ética, Manilal participou da articulação em favor da Mohamed Bin Hammam, adversário do presidente Joseph Blatter, para subornar cartolas do Caribe por votos na eleição na Fifa. Foram pagos US$ 40 mil a cada um dos dirigentes de federações da região para que votassem no qatariano, que também deixou a entidade em 2011.

Com isso, já é o sexto dirigente em dois anos a deixar o Comitê Executivo da entidade por corrupção. Anteriormente, Ricardo Teixeira (Brasil), Nicolás Leóz (Paraguai), Bin Hammam (Qatar), Jack Warner (Trinidad & Tobago), Amos Adamu (Nigéria), Reynald Temarii (Taiti) e Chuck Blazer (EUA) também tiveram de sair por envolvimento por irregularidades, com renúncias, fim de mandato ou expulsões. Há duas semanas, houve ainda a renúncia de João Havelange, que era presidente de honra da Fifa, cargo simbólico sem atuação prática.

Manilal estava suspenso desde março no período em que estava sob investigação do Comitê de Ética. Agora, foi oficializada sua expulsão. Ele tinha assumido o cargo no comitê há apenas dois anos, em eleição da Confederação Asiática.

Sua expulsão representa a saída de mais um envolvido em corrupção, mas também de mais um inimigo de Blatter. Todos os que tentaram derrubá-lo na última eleição foram deixando, um a um, a cúpula da entidade. São os casos de Teixeira, Warner e Bin Hammam, que era candidato contra o atual dirigente.