Nelson Treglia
Bruno Cantini/Atlético Mineiro

Goleiro Victor é um dos grandes nomes do Galo mineiro
Ganhar a Copa Libertadores da América e disputar um Mundial é o sonho de todo clube. O Atlético Mineiro, de Belo Horizonte, está próximo de realizá-lo. Nesta quarta-feira, às 21h50, o Galo recebe o Olimpia no Mineirão e tenta seu primeiro título da Libertadores. Para chegar lá, não vai ser fácil. Na semana passada, no Paraguai, foi realizado o primeiro jogo da final com vitória do Olimpia por 2 a 0. No Mineirão, a única possibilidade de o Atlético ser campeão nos 90 minutos é com vitória por três ou mais gols de diferença. Caso vença por dois gols de vantagem, a decisão vai para a prorrogação e, se nesta houver empate, o vencedor será conhecido nos pênaltis.
O Olimpia, que busca seu quarto título da América, tem uma situação relativamente cômoda. Pode empatar ou perder por um gol de diferença, e será campeão nos 90 minutos. Ainda pode perder por dois gols de diferença e levar para a prorrogação. E, nos pênaltis, o Olimpia possui larga tradição contra os brasileiros, vencendo aqui mesmo, em nosso país. Em seu terceiro título, por exemplo, o time paraguaio derrotou o São Caetano em 2002 nas penalidades, em pleno Pacaembu.
Mas a comodidade do Olimpia é relativa porque o Atlético, na etapa semifinal, reverteu desvantagem semelhante. Diante do Newell’s Old Boys, da Argentina, o Galo perdeu a primeira em Rosário, também por 2 a 0. No Estádio Independência, em BH, o Atlético devolveu o placar e ganhou nos pênaltis.
Em relação à semifinal contra o Newell’s, há duas boas diferenças. Uma a favor e outra contra o Atlético. Contra? Os mineiros não vão jogar no Independência, onde têm atingido um desempenho histórico. A favor? Não há saldo qualificado na final da Libertadores. Uma vitória por 3 a 1 no jogo de volta teria eliminado o Atlético diante do Newell’s, pelo gol tomado em casa. Se o Galo vencer por 3 a 1 sobre o Olimpia, a equipe mineira ganha sobrevida e vai para a prorrogação.














