A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, através do projeto Transformando Lixo em Solidariedade, vem promovendo uma série de visitas de escolas públicas e privadas à Usina de Triagem de Lixo de Santa Cruz do Sul, localizada no Bairro Dona Carlota. O objetivo é incentivar a educação socioambiental em relação à coleta seletiva e à inclusão social entre os estudantes, além de oportunizar uma reflexão sobre a gestão de resíduos. Desde o início do mês, seis das 33 escolas integrantes do projeto realizaram a visitação: Gaspar Bartholomay, Goiás, Ernesto Alves de Oliveira, Santa Cruz, São Luís e Mauá, totalizando 187 alunos sensibilizados.
Na tarde da quarta-feira, 16 de abril, foi a vez dos alunos da 8ª série do colégio Mauá conhecerem a estrutura administrada pela Cooperativa dos Catadores e Recicladores (Coomcat). Acompanhados pelos professores Marcelo Lima (Ciências), Manuela Panta (Ciências) e Danuza Konzen (Física), eles puderam assistir todo o processo de triagem do lixo, desde a entrada dos resíduos na usina até a destinação para o aterro sanitário ou comercialização através de rede – o que gera renda às famílias vinculadas a Coomcat.
Cada etapa foi explicada por Angela Maria Nunes, uma das mais antigas associadas da cooperativa. Ela destacou a capacitação realizada pela SMMASS para qualificar os catadores como agentes de educação socioambiental, capazes de orientar a comunidade sobre a forma correta de separação dos resíduos, dias, locais e turnos da coleta seletiva. “Trabalho aqui há 10 anos, e agora posso dizer que me sinto em um castelo, pois recebemos apoio da Prefeitura e encontramos as portas do Executivo sempre abertas”, afirma.
Para o professor da disciplina de Ciências, Marcelo Lima, a visita à usina é uma maneira interessante de motivar novas discussões sobre a gestão de resíduos em sala de aula. “Poder visualizar, além dos livros, o caminho do lixo após o seu descarte é muito importante para compreender o processo e estimular a consciência ambiental”, acredita.
Surpresas com a estrutura da usina, as gêmeas Marina e Sofia Bischoff Fischer, 13 anos, esperavam encontrar uma realidade bem diferente. No seu imaginário, o local era pequeno e a separação dos resíduos ocorria em apenas uma etapa. “Achamos tudo muito interessante e bem organizado”, diz Marina. Já Alexia Garibaldi, 13, anima-se para colocar em prática o que aprendeu. “A partir de agora vou amassar as garrafas pet para reduzir o espaço que ela ocupa e facilitar o trabalho dos recicladores”, conta.
DECOM/PMSCS/Divulgação
Catadores são qualificados como agentes de educação socioambiental e orientam a comunidade sobre a
forma correta de separação dos resíduos
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Conforme a bióloga da SMMASS, Daniela Silveira, que acompanha as visitações à usina, as ações seguirão até o mês de outubro. Ela acredita que a iniciativa contribuirá para o fortalecimento da coleta seletiva no município, cujo sucesso depende muito do engajamento da comunidade. “Essas visitas proporcionam aos alunos e professores um momento de reflexão sobre as ações individuais relacionadas a geração e ao descarte dos resíduos e também sobre qual deve ser o papel de cada um para que exista uma sociedade justa que respeite o trabalhador e o meio ambiente” observa. Diariamente, são descartadas quase 82 toneladas de lixo no município, o que significa mais de 2,4 mil toneladas por mês. O processo de triagem custa mais de R$ 400 mil, desde a coleta e o transporte até a destinação final.
Para o secretário de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade, João Miguel Wenzel, a Coleta Seletiva Solidária de Santa Cruz do Sul é mais do que um sistema de coleta de resíduos, já que também incentiva a inclusão social e a conscientização ambiental. “É um sistema que beneficia a todos: preserva e protege o meio ambiente, promove a inclusão e possibilita a redução dos custos públicos com a destinação final dos resíduos ao aterro sanitário, além de ser um ato educativo de grande alcance.”














