Início Geral Segurança e municipalização da BR 471 são pauta em audiência

Segurança e municipalização da BR 471 são pauta em audiência

Everson Boeck
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A segurança dos usuários da BR 471 e a redução no número de acidentes na rodovia são as principais preocupações da comunidade e motivaram a realização de uma audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira, 28 de abril, na Câmara Municipal de Vereadores de Santa Cruz do Sul. Proposta pelo presidente da Comissão de Segurança Pública, vereador Gerson Luís Trevisan (PSDB), a iniciativa partiu de uma série de mobilizações da comunidade, especialmente no trevo do bairro Bom Jesus, no entroncamento com a RS 409, onde constantemente ocorrem acidentes de trânsito.
Segundo o vereador Gerson Trevisan, a preocupação maior é com a segurança da comunidade, mas a municipalização do trecho é uma pauta importante na discussão. “Muitos bairros da cidade cruzam a rodovia que é extremamente movimentada. Depois que a concessão com a Santa Cruz Rodovias acabou, a qual fazia as intervenções no trecho, o mesmo passou ao governo federal. O Executivo está buscando o repasse para o município para que possamos dar uma resposta mais rápida à comunidade. É importante que os projetos partam daqui, ou seja, de quem vive a realidade e sabe das reais necessidades”, explica o vereador.
Trevisan frisa que a discussão a respeito do repasse do trecho urbano da BR 471, entre o trevo do Gaúcho Diesel e o início do Distrito Industrial de Santa Cruz do Sul, está em Brasília. “O governo municipal está empenhado em obter autorização para investir no trecho e melhorar as condições de sinalização horizontal e vertical, realizar intervenções nos trevos, executar limpeza e conservação e elaborar seus próprios projetos de infraestrutura, inclusive, buscando recursos para a duplicação da rodovia. Pelas informações que recebemos, agora depende apenas de uma decisão do departamento jurídico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)”, informa. Para Trevisan, a ideia é concentrar as forças da segurança pública e dos órgãos responsáveis para a busca de alternativas que tornem o trecho urbano mais seguro para a população.
O presidente da Comissão de Segurança Pública destaca que o prefeito Telmo Kirst (PP) já vem tratando da municipalização daquele trajeto a fim de melhorar as condições de tráfego e, consequentemente aumentar a segurança para os moradores, pedestres, além dos motoristas que precisam usar a rodovia diariamente.
A superintendência regional no Estado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), informou através de e-mail que o representante do órgão não poderia comparecer na audiência.

Fotos: Everson Boeck

Durante evento realizado na Câmara, comunidade tenta chamar a atenção
do Dnit para a urgência de soluções no trecho


Trevisan: “Queremos buscar recursos para a
duplicação da rodovia”

“Atropelamentos e colisões transversais são os principais acidentes”

O inspetor Marcelo Lopes Remião, chefe da 2ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF), unidade de Pantano Grande, afirma que as principais ocorrências registradas no trecho em discussão na audiência são por atropelamento e colisões transversais. A delegacia da qual é titular atende 532 quilômetros de rodovias no Estado: BR 116, de Porto Alegre a São Lourenço; BR 290, de Guaíba a Cachoeira do Sul; BR 471, de Pantano Grande a Santa Cruz do Sul; e BR 153, da BR 290 até a RSC 287.
Referente ao trecho em discussão na audiência, Remião apresentou números que comprovam o aumento de acidentes e mortes. Em 2008 foram registradas 107 acidentes e duas mortes. Em 2013, estes números subiram para 138 e seis, respectivamente. Para chefe da 2ª DP/PRF, as principais causas são o aumento populacional e consequente da frota. “Ao longo dos anos aumentou o número de habitantes e de veículos, mas a estrutura da rodovia é praticamente a mesma. Com isso, os riscos vão crescendo também”, avalia.


Inspetor Marcelo Lopes Remião, chefe da 2ª Delegacia da PRF