Luana Ciecelski
CFCs e alunos já percebem as vantagens do equipamento
Luana Ciecelski
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Até o fim de junho de 2014, todos os Centros de Formação de Condutores (CFCs) do Brasil devem estar adaptados ao uso dos Simuladores de Trânsito, instituídos pelo Conselho Nacional de Transito (Contran) e obrigatórios para a aprovação na categoria B.
Em Santa Cruz do Sul, todos os CFCs já estão com o equipamento funcionando e apesar dos questionamentos iniciais, todos estão adaptados às 5 horas de aula de 30 minutos, exigidas pela lei. Tanto é que alguns CFCS já observaram um aumento de 4% na aprovação da categoria B em Santa Cruz, em comparação com 2013.
Pelos CFCs
No CFC Intelligence, as aulas iniciaram em fevereiro de 2014. O Centro possui um simulador e dois professores que dividem os turnos das 7h20 às 22 horas em cerca de 22 aulas diárias. Agora as agendas estão sempre lotadas, mas no iniciou houve uma resistência, segundo a diretora de ensino, Thartiere Assmann. “As pessoas custaram a entender o porquê da vinda do equipamento. Muitas diziam que era penas um vídeo game ou mais uma etapa criada para o Detran ganhar dinheiro”, disse. No entanto, desde a chegada dos simuladores, a aprovação já subiu cerca de 4 a 5% no Centro.
Já no CFC Celso, que conta com um simulador no centro e um no CFC Arroio Grande, as aulas nos simuladores iniciaram no dia 30 de janeiro e por lá um instrutor dá 8 horas diárias de aulas. Para eles, além da maior aprovação, o simulador também aumenta as chances de passar na primeira prova prática, o que compensa o aumento do valor. “Acredito que mesmo que tenha ficado mais caro o valor total para tirar a primeira habilitação, esse valor se paga, pois no final da carga horária essas 5 horas a mais de aula no equipamento, compensam pelas aulas extras que muitos pagam para fazer”, afirmou o Diretor, Celso
No CFC Real, os equipamentos iniciaram as atividades em 14 de fevereiro, também com dois instrutores, em as aulas que acontecem nos três turnos. Para eles, a principal dificuldade foi ter que lidar com o sistema do equipamento, que só passou a funcionar perfeitamente nos últimos 30 dias. No entanto, hoje, consideram a chegada do equipamento como uma melhoria boa. “Trens, aviões e navios tem boa parte de suas aulas práticas em simuladores, por que não com os carros também? Acho apenas que às motos, principalmente, faltam simuladores”, afirmou Douglas Miller, Diretor Geral.
Para Paulo César da Silva, Diretor Geral do CFC Machado, que possui quatro instrutores que se revezam para atender às aulas no equipamento, a principal preocupação é com a contribuição que os simuladores terão no cotidiano dos motoristas. “O CFC se mostrou apreensivo no inicio, principalmente por causa dos valores, no entanto, hoje apoia e espera que com o tempo essas aulas, que são programáveis para treinar o aluno em situações mais arriscadas poderão contribuir na diminuição de acidentes”.
Na prática
Paulo André Justem, Instrutor Prático do Simulador do CFC Real vê o instrumento como algo que veio agregar segurança aos novos motoristas. “Os detalhes como freio, embreagem, marcha, pisca, freio de mão são passados aqui e o aluno vai para a rua muito mais preparado”, afirmou.
O mesmo pensa João Carlos da Silva, de 36 anos, que está tirando a primeira habilitação, e que nunca havia dirigido. “Quando eu estiver na rua, com certeza vou me lembrar das coisas que aprendi aqui”, afirmou.
Vale lembrar ainda que a partir do dia 30 de junho será obrigatória a seguinte ordem: aulas teóricas, aprovação teórica, aulas no simulador e só então aulas práticas nos veículos e prova prática. Até então, muitas vezes os alunos fazem as aulas nos simuladores junto com as aulas teóricas.














