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Dono do bilhete premiado é encontrado

Luana Ciecelski
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No dia 11 de julho de 2014, Seu José foi até a Lotérica Trevo da Sorte I, na Marechal Floriano, centro de Santa Cruz. Ele se dirigiu até o caixa, fez o que precisava e antes de sair, acabou deixando cair um bilhete de aposta da Mega-Sena. Uma senhora, que também estava na fila do estabelecimento naquela tarde, viu o papel no chão e o entregou a uma das atendentes. Ela nem imaginava que alguns dos números apostadosali seriam sorteados no dia seguinte e fechariam uma quadra, e que, portanto, aquele papelzinho valia R$800,00. No entanto, ele estava sem dono.
O sócio-proprietário do estabelecimento, Taiguara Ottes, iniciou então uma campanha com cartazes dentro da lotérica, nas redes sociais e por fim, também na mídia da cidade. O bilhete estava guardado e esperava por seu proprietário sortudo.
Na tarde de quinta-feira, 7 de agosto, 27 dias após a aposta ter sido feita, Seu José apareceu. Com as mesmas características físicas e com a mesma boina que aparecia nas imagens das câmeras de segurança, era ele o ganhador do prêmio.

Luana Ciecelski

Seu José apostou e acertou quatro números e agora, finalmente, levará o valor do prêmio para casa

A descoberta

José, feliz após a descoberta, contou que sempre paga as contas e faz suas apostas na mesma lotérica, e naquela tarde, lembra de ter ido até o local para pagar uma conta de telefone.
Como sempre, ele aproveitou para fazer um jogo, no entanto, como constatou através das imagens das câmeras, antes de deixar o caixa, acabou derrubando, com o próprio braço o papel que seria premiado.
No dia seguinte, 12 de julho, o mecânico de 49 anos lembrou que precisava conferir o resultado, mas não encontrou o bilhete. Chegou a perguntar para a esposa se ela sabia onde estava e ela negou. Ele se resignou. “Eu pensei: nunca ganhei nada mesmo, então não vai ser dessa vez, quando perdi o bilhete, que eu vou ganhar”, contou ele.
Entretanto, na quinta-feira, quando Seu José já nem lembrava daquela aposta, ele começou a receber ligações de amigos, que diziam ter ouvido em uma rádio sobre a procura da lotérica por alguém com as mesmas características dele. “Na primeira ligação eu não dei bola. Mas quando o segundo ligou e falou a mesma coisa, eu comecei a achar que poderia ser mesmo eu. E então decidi ir até a Lotérica pra verificar”.
Mas Seu José ainda não tinha certeza. Ele chegou quietinho, se parou na fila e a acompanhou até quase chegar a sua vez no caixa. Então Taiguara, que estava no estabelecimento naquele horário, o reconheceu. José foi convidado a assistir às imagens feitas no dia da aposta e não restou dúvidas. Era ele o sortudo.

Reconhecimento justo

O valor será utilizado para quitar algumas contas. “É mais um salário mínimo, né?!”, disse José. No entanto, uma das coisas que mais surpreendeu o homem, nem foi a conquista do prêmio, mas a atitude que ele chamou de nobre, da senhora que encontrou o bilhete e entregou ao estabelecimento, e da própria lotérica que o procurou para entregar. “O dinheiro era meu, tá certo devolver, mas hoje em dia quem vai te procurar por mais de duas semanas pra te dar dinheiro? É muito bom encontrar pessoas assim”. Como disse o próprio José, o final desta busca foi feliz.