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Obra do viaduto no Trevo Fritz e Frida deve começar em quatro meses

Divulgação/EGR

Chamado de Travessia Urbana de Santa Cruz do Sul, projeto contempla,
além do viaduto, melhorias numa extensão de 25 quilômetros entre
Venâncio Aires e o nosso município

Everson Boeck
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Durante reunião do Conselho Regional de Rodovias Pedagiadas Trecho 8 (Corepe) realizada na tarde desta sexta-feira, no Pavilhão da Comunidade Católica de Linha Santa Cruz, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística anunciaram o investimento de R$ 30 milhões em diversas melhorias ao longo da RSC 287. Dentre as iniciativas, o projeto mais esperado é o viaduto no Trevo Fritz e Frida, o qual deve começar a ser construído em até quatro meses com previsão de ser concluído em aproximadamente 18 meses.
A EGR também anunciou que o projeto contempla a duplicação de quatro quilômetros no entorno do viaduto, sendo dois para cada lado. A licitação será lançada nos próximos 30 dias, e após três meses as obras devem começar, e sua conclusão está programada para 2016. O investimento será dividido entre a EGR, que tratará da duplicação da estrada, e recursos do Governo do Estado, que construirá o viaduto. O presidente da EGR, Luiz Carlos Bertoto explica que trata-se de uma travessia urbana devido às demais modificações no entorno. “Não estamos trabalhando apenas na dificuldade de os moradores atravessarem a rodovia, mas todas as dificuldades no entorno dela, as duplicações, os acessos antes e depois”, esclarece.
O presidente da Associação dos Moradores de Linha Santa Cruz (Amorlisc), Ricardo Bringmann, disse que o projeto representa um grande avanço para comunidade. “Parece que finalmente esta questão está sendo levado a sério. O projeto está acima das nossas expectativas, estamos maravilhados. Estamos confiantes e ficaremos atentos para que os prazos sejam cumpridos. Não vemos a hora de as obras começarem”, observa. O presidente do Corepe Trecho 8, Luciano Naue, elogiou o trabalho da Amorlisc. “Acompanho há anos a mobilização desta comunidade para que este problema seja resolvido. Estamos felizes por dar esta notícia aqui, na própria comunidade”, comemora. É a primeira vez que uma reunião do Conselho é realizada em uma comunidade.
O secretário de infraestrutura e logística, João Vitor Domingues, lembra que há 20 anos o Rio Grande do Sul não planeja e não executa obras deste porte na região. “Estamos recuperando o tempo perdido. O plano é duplicar toda a ERS-287 e integrar os modais a partir do Porto de Estrela e a dragagem do Rio Taquari. Com essa melhoria e diminuição dos custos logísticos ganha a Região, muito importante economicamente, e todo o Estado”, comenta.

Divulgação/EGR

Segundo projeto do viaduto, parte do solo é rebaixada, onde haverá uma
espécie de rótula, e outra parte elevada, onde segue a RSC 287 já duplicada

O viaduto

A nova concepção traz um viaduto moderno e mais barato. A exemplo de outros viadutos na região metropolitana de Porto Alegre, este é no estilo pré-moldado e, por isso, tem um tempo menor de construção. Além disso, parte do solo é rebaixada, onde haverá uma espécie de rótula, e outra parte elevada, onde segue a RSC 287 já duplicada. Este molde, de acordo com Bertotto, torna a obra mais barata.
Tanto o viaduto quanto a duplicação da rodovia, devem desafogar o intenso tráfego que o local hoje registra. “Um estudo incluído no projeto mostra que em 2016, quando a obra deverá ser entregue, haverá um fluxo de 11.545 veículos ao dia na RSC 287. Em 2025 esse número subiria para 15.064. O modelo de ampliação que estamos apresentando suportará o fluxo por muitos anos”, adianta Bertotto.

Duplicação

Bertotto anunciou, além da Travessia Urbana de Santa Cruz, que a EGR terá concluído até o final deste ano o projeto de 20 quilômetros de duplicação entre Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. “Neste já estará prevista a duplicação da Praça de Pedágio, no momento estamos fazendo melhorias e adequações para resolver um problema em curto prazo, mas uma ampliação será inevitável”, comenta. Para o diretor-presidente da EGR, a duplicação também sinaliza uma diferença essencial entre os investimentos da empresa pública para os investimentos das concessionárias privadas. “Esta é uma obra reivindicada há muito tempo pela população. Estamos criando condições para o desenvolvimento da região, que com isso pode melhorar sua competitividade, ao contrário do que era feito anteriormente, onde só faziam a conservação das rodovias pedagiadas”, ressalta.
Trechos da duplicação contarão com barreira New Jersey – é uma barreira de segurança, geralmente em concreto, utilizada como separador de fluxos de tráfego. “Em diversas rodovias este modelo é utilizado. Onde o tráfego é muito intenso servem como barreiras de segurança. Os veículos não conseguem acessar a mão oposta da via, exceto nos retornos e acessos”, explica Bertotto.

Everson Boeck

Representantes da Amorlisc e lideranças locais recebendo o projeto de
Travessia Urbana de Santa Cruz do Sul da EGR e do Governo do Estado