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Ações na JTI marcaram data

Sandro Viana/Divulgação

Atividades sensibilizaram colaboradores da JTI. Segundo Carla, é a oportunidade de viver em mundo “desafiador”

Conscientização, empatia e sensibilidade foram as palavras-chave que nortearam o Dia da Inclusão JTI. Em comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (PcD), a empresa realizou diversas atividades para seus colaboradores na quarta-feira, dia 3, na unidade de Santa Cruz do Sul. Os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar algumas dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiências. De acordo com organizadora da ação e coordenadora de Relações com os Colaboradores, Cintia Maria Rech, o projeto tem como objetivo promover a empatia entre os colaboradores. “No circuito que preparamos o participante tem a oportunidade de vivenciar a restrição de alguns sentidos, colocando-se no lugar de quem aprendeu a conviver com essas limitações”, conta.
Entre as atividades desenvolvidas para o Dia da Inclusão JTI estava o circuito provas, onde os participantes tinham que experimentar diversos desafios, como abrir balas com apenas uma mão – que não fosse a dominante – e sem utilizar o polegar e o dedo indicador; utilizando vendas nos olhos, tinham que adivinhar os alimentos que estavam consumindo; retratar uma frase da empresa através de mímica; e finalizar um circuito de obstáculos utilizando a cadeira de rodas. Conforme a colaboradora, Carla Arendt, as atividades foram experiências inspiradoras. “É muito interessante ter a oportunidade de viver um mundo que conhecemos, mas não imaginamos o quanto é desafiador”, destaca.
Ao final do circuito, os participantes integravam um bate-papo com a palestrante e consultora de Empresas, Gisele Oliveira, onde destacavam as principais dificuldades e lições que tiraram das experiências. “Com as atividades buscamos alcançar dois objetivos. O primeiro foi fazer com que os colaboradores se colocassem no lugar do deficiente, para que saiam daqui sendo multiplicadores da inclusão. O segundo é mostrar que a pessoa com deficiência precisa se colocar no papel de protagonista de sua vida”, destaca. Gisele possui deficiência visual e, através de suas experiências, atua em Programas de Inclusão de PcDs na Unimed Porto Alegre.
Para Gisele, entre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiências no ambiente de trabalho está, principalmente, a acessibilidade. “É uma via de mão dupla. O deficiente precisa estar aberto para poder se relacionar, precisa se sentir evoluindo junto com sua função dentro da empresa. Limitações todos possuímos, cabe a nós superá-los para protagonizarmos nosso papel”, destaca.

PALESTRANTE

Gisele Oliveira é formada em Pedagogia pela Faculdade Porto-Alegrense e possui formação pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos. Atualmente, cursa Psicologia no Instituto Brasileiro de Gestão em Negócios (IBGEN). Atua como palestrante, consultora organizacional em programas de inclusão, treinamento, desenvolvimento, seleção de pessoal, acompanhamento funcional, cursos de inclusão e organização de eventos. Também atua em Programas de Inclusão de Pessoas com Deficiência na Unimed Porto Alegre.


Em bate-papo com Gisele Oliveira (dir.), participantes destacaram lições que tiraram das experiências