Jéssica Ferreira
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Nesta terça-feira, 5, às 20 horas, com o apoio do Sindibancários, a Associação Amigos do Cinema Santa Cruz do Sul apresenta o filme “Mãe e filho”, dirigido pelo russo Aleksandr Sokúrov. A sessão ocorrerá na Rua Sete de Setembro, 489, centro de Santa Cruz do Sul.
O filme prende-se mais à pintura, exercendo certo fascínio a sua quase estática. É um trabalho minucioso que revela o talento de um dos mais criativos cineastas do momento. Segundo divulgações do diretor Sokúrov, seu objetivo é fazer com que o espectador, olhando para a tela, pense alguma coisa a respeito de si próprio.
“Mãe e filho” é o 27º filme de Sokúrov, rodado no ano de 1997, com a sintética duração de 73 minutos. Trata-se do relacionamento de um jovem com sua mãe nos últimos momentos de vida dela. O filho se encarrega de cuidar dela, isto é, ele a alimenta, a leva para tomar sol e lê cartões postais em voz alta. Poucas falas; o enfoque é contemplativo. Os planos demorados traduzem a afeição que existe entre mãe e filho.
Será transmitido na tela um sentido de puro afeto, gestos delicados, palavras de conforto; poucas, num tempo sem pressa e num espaço onde tudo se funde: as estações (densas nuvens de inverno no céu e cerejeiras em flor através da janela); as regiões (estando no campo, mas ouvindo o mar); as figuras e os fundos; as cores; e também os sonhos se misturam. No diálogo inicial, mãe e filho descobrem que sonharam o mesmo sonho. Além de, sobretudo, o conflito entre o amor e morte, isto é, o amor que comunga e da morte que separa. “Mãe e filho” tem uma narrativa linear, uma estrutura clássica, aristotélica, com início, meio e fim, porém o tratamento que Sokúrov dá às imagens contraria os procedimentos da representação clássica no cinema.
Divulgação/RJ

A trama revela o cuidado que o filho tem com sua mãe em seus últimos dias de vida














