LUANA CIECELSKI
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Todos os municípios deveriam ter, de acordo com o Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento, pelo menos 75% do esgoto gerado recolhido e encaminhado para o tratamento. Em Santa Cruz do Sul, no entanto, de acordo com a pesquisa Sinaleira 2020, o nível total de coleta e tratamento de esgoto é de 8,6%. A redação do Riovale Jornal procurou a Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan) para compreender o porquê desse índice tão baixo.

De acordo com o gerente local da Corsan, Armin Neri Haupt, esse é, na verdade, um problema histórico do município. “Antigamente não se tinha nenhuma lei que determinasse que uma residência deveria estar ligada à rede de esgoto, então nas partes mais antigas da cidade, a maior parte das residências nunca foi ligada”, ele explica.
A realidade só começou a mudar em 2007, quando a Lei Federal do Saneamento Básico (lei nº 11.445/07) foi aprovada, e em âmbito local em 2009, quando foi a provada a Lei Municipal nº 5.737 que dispõe sobre a Política Municipal e o Sistema Municipal de Saneamento Básico. Desde então, conforme Armin, todos os loteamentos novos construídos, e também os bairros que foram se desenvolvendo na última década, como exemplo é o caso de Linha Santa Cruz e Linha João Alves, já foram sendo ligados conforme o crescimento se deu.
Outro dos destaques é o próprio Loteamento Viver Bem. “Apenas lá foram mais de 900 casas ligadas a rede de esgoto nesse ano”, lembra Armin. Por isso, ele considera também que já não são mais apenas 8,6% de esgoto coletado, mas cerca de 16% graças aos crescimento do número de casas ligada à rede de esgoto nos últimos meses.
Contrato de 40 anos
Outro destaque do gerente da companhia é o Contrato de Programa que a Prefeitura a Corsan assinaram em 2014, prevendo 40 anos de prestação de serviços. “O próprio contrato previu uma série de obras que visam melhorar essa questão da coleta de esgoto. Tanto é que estamos constantemente trabalhando pela cidade”, ressalta.
Uma dessas obras, aliás, deverá começar ainda nesse mês. Será a implantação de 23 quilômetros de rede de esgoto no bairro Goiás e no Centro, no entorno do bairro Goiás. “Com mais essa obra, pretendemos melhorar ainda mais o índice, porque todas as casas e predios desta região poderão ser conectadas à rede, ampliando ainda mais o serviço”, manifesta Armin.
O contrato também indica que a Corsan deve seguir rigorosamente o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Santa Cruz do Sul que tem metas estimadas para 30 anos. Entre essas metas estão a implantação de novas redes coletoras de esgoto sanitário e melhorias nas redes coletoras de esgoto existentes, buscando uma Universalização do Sistema de Esgotamento Sanitário. No decorrer dos próximos anos a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Pindorama, também vai receber adequações para receber todo esgoto sanitário.
Isso porque a cerca de 30 dias a Corsan iniciou a construção de um Gradil de concreto no entorno da ETE. De acordo com Armin, a estrutura que terá 2,60 de altura e mais de 3,4 quilômetros de extensão custará R$1.628.081,49 milhão. Ela já está 20% concluída e deve ser terminada em cerca de 120 dias. A empresa responsável é a Anglo Construções, que venceu licitação.
“Essa era uma necessidade antiga nossa”, disse o gerente da Corsan. “Nós já tínhamos uma cerca antes, mas por ser de arame, as pessoas que queriam invadir, não respeitavam. Agora vai ser mais difícil entrar. Depois de pronto, novamente vai ser ativado o posto de vigilância, e a recuperação da Iluminação do local”.















