Alyne Motta
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Quem pensa que o Encontro de Arte e Tradição Gaúcha (Enart) resume-se à danças, canto e declamação, está bastante enganado. Aqui, a trova ganha espaço, e não é fiada. Embora tenha uma imagem destorcida – muitos pensam que só é feita por bêbados ou com palavras de baixo calão – essa modalidade requer um pensamento rápido.
Conforme o trovador Aldori Moreira Tito, do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Osvaldo Aranha, é fundamental ter leitura e criatividade. “Quem participa precisa ficar atento ao que o concorrente está falando para poder dar sequência nos versos, que tem cerca de 5 linhas”, comenta o tri-campeão do Enart.

Conforme Tito, a trova não se explica. “Ou você tem um dom ou aprende a desenvolver um raciocínio rápido”, revela. E os assuntos são os mais variados, porém é preciso dar continuidade à deixa do trovador, mantendo a competição de forma sadia. “Se ficar uma deixa que não permite rima, a vitória é do adversário”.
Em sua 14ª participação no Enart, Tito, que é de Alegrete, 4ª Região e trabalha no campo, revela que a experiência de vida também conta para ir bem na trova. “São assuntos e acontecimentos que vivenciamos todo dia”, conclui. No Enart, a trova galponeira se divide em campeira – Mi maior de gavetão, de martelo e estilo Gildo de Freitas














