Início Geral Dia do Bombeiro: Profissionais preparados para inúmeras situações

Dia do Bombeiro: Profissionais preparados para inúmeras situações

Viviane Scherer Fetzer
[email protected]

A partir de 1954 comemora-se o Dia do Bombeiro em 2 de julho. A corporação faz parte da Defesa Civil e está diretamente ligada à Polícia Militar. Os primeiros registros dos serviços do Corpo de Bombeiros no Brasil surgiram em 1856, quando o imperador D. Pedro II assinou um decreto que caracterizava a diminuição dos incêndios. Ele criava naquela data o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte. A data ficou marcada na história e 98 anos depois, em 1954, no dia 2 de abril, o decreto nº 35.309, assinado por Getúlio Vargas, instituiu o dia 2 de julho como o “Dia do Bombeiro Brasileiro”. O documento justificava a criação da data destacando que os Bombeiros tinham se tornado credores da estima pública graças às demonstrações de valor e bravura. Se essa era a realidade na década de 1950, hoje ela não mudou, porque com o passar dos anos suas responsabilidades só aumentam. 

Antes da criação da corporação, as pessoas apagavam os incêndios contando com a ajuda de vizinhos e amigos, além de contar com a boa sorte de se encontrar água em abundância na localidade. As latas iam passando de mão em mão, até chegarem ao local do incêndio, de forma bem simples e arriscada, podendo causar maiores danos, em razão da falta de preparo das pessoas.

Equipe responsável pela simulação

Além de apagarem incêndios, esses profissionais são preparados para fazer resgates de pessoas que correm risco de perder a vida, socorrer animais em situações difíceis, asfixia, tentativa de suicídio, afogamentos e traumas em acidentes, desaparecimentos em florestas e matas. Fazem, ainda, a fiscalização em empresas, garantindo condições de primeiros atendimentos em caso de incêndios, onde as mesmas devem manter extintores cheios e oferecer equipamentos de segurança aos funcionários. Os bombeiros também desenvolvem projetos sociais e educativos, levando para as escolas orientações a jovens e crianças sobre formas de evitar acidentes, cuidados em represas, piscinas e praias, cuidados com álcool e fogo, acidentes em brincadeiras, não mexer em produtos de limpeza, não ingerir remédios sem orientação de pessoas adultas, dentre várias outras.

Uma reivindicação dos integrantes do Corpo de Bombeiros, a separação da Brigada Militar, esteve na pauta da Assembleia Legislativa no último mês. Os pareceres dos dois últimos projetos que preveem a independência da corporação foram aprovados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A emenda constitucional que passou a prever a separação foi aprovada pelo Legislativo em junho de 2014. Em julho de 2016, o primeiro dos três projetos complementares foi aprovado, o que define a organização básica.

Pela falta de quórum na sessão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, 27, ficou adiada para a próxima terça-feira, 4 de julho, a votação das duas matérias relacionadas ao Corpo de Bombeiros. Uma a PLC 278 2016, do Executivo, que dispõe sobre o período e regras de transição com vista à estruturação do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e reorganizando o quadro de pessoal. O projeto prevê que o processo de estruturação do CBMRS será finalizado em até 180 dias a contar da data da publicação desta Lei complementar. Ainda, que os integrantes do Corpo Voluntário de Militares Estaduais Inativos que exercem suas atividades junto ao CBMRS passam a ter vinculação direta ao órgão, sem interrupção na prestação dos serviços. A lei (LC 14.920) que desvinculou o Corpo de Bombeiros Militar de sua origem, a Brigada Militar, foi aprovado pela Assembleia em 2016. E também do PLC 279 2016, do Executivo, fixando em 4.101 cargos o efetivo do Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMRS).