LUANA CIECELSKI
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É chegada a hora dos produtores de tabaco colherem o que semearam, e pela primeira vez na história uma cerimônia oficial marcou o início dessa atividade. A Abertura da Colheita do Tabaco aconteceu na tarde dessa sexta-feira, 27 de outubro, em Venâncio Aires na propriedade de Antônio Alcir Coutinho, na localidade de Estância Nova. Cerca de 400 pessoas entre autoridades, lideranças do setor e produtores, participaram, incluindo o Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori.

Realizada próximo ao Dia do Produtor de Tabaco, comemorado em 28 de outubro, a festividade celebrou a importância das 150 mil famílias dedicadas à produção e também teve como objetivo, conforme apontou o secretário da Agricultura, Ernani Polo, valorizar e resgatar a história dessa cultura que é centenária no Sul do Brasil.
Uma das autoridades que mais destacou a participação desses agricultores, especialmente dos pequenos produtores, e o caráter social que têm a produção, foi o prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert. “O tabaco está presente em 70% dos municípios do nosso Rio Grande e é uma cadeia produtiva que evoluiu muito e que serve de modelo por seus avanços e por sua integração. Venâncio Aires está entre municípios que mais produzem tabaco no País e se destaca, assim como outros grandes produtores, se destaca pela agricultura em pequenas propriedades”, afirmou.
Também se destacou entre as falas, a do presidente do SindiTabaco, Iro Schünke que lembrou do centenário do sistema mutualista. “É por meio da parceria entre indústrias e produtores que essa grande cadeia produtiva se sustenta, permitindo um produto de qualidade que coloca o Brasil em destaque no ranking mundial de produção e exportação de tabaco”, disse.
Por fim, o último pronunciamento foi feito pelo governador. Sartori, por sua vez, parabenizou todos os envolvidos na produção de tabaco, elogiando o esforço desses produtores. “Essa cadeia produtiva merece respeito e a abertura da colheita precisa ser um momento de resgate da importância dessas famílias que lutam diariamente pelo seu sustento, nada mais que isso. Se vivemos uma crise nacional, com retração da economia, ainda temos aquelas pessoas que plantam e colhem alimentos, que criam animais, que criam a riqueza do nosso País. Por isso que hoje, temos uma política de incentivar todas as produções, da oliva ao mel. O Estado não pode atrapalhar aqueles que produzem. Nós, no poder público, precisamos seguir o exemplo de quem trabalha e quem produz, com responsabilidade social, com inovação e com práticas transformadoras. Estamos perto de encontrar o equilíbrio financeiro em nosso Estado. Vemos aqui gente de valor, representando o que nosso Estado tem de melhor: as pessoas. Esse é o maior capital que temos: os gaúchos e gaúchas que estão em todo o País auxiliando o desenvolvimento de nossos Estados”, avaliou.

A realização do evento foi uma iniciativa da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, com o apoio do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e prefeitura de Venâncio Aires.
DIVERSIFICAÇÃO
Durante a Abertura da Colheita do Tabaco também foi renovado o convênio do Programa Milho, Feijão e Pastagens no Rio Grande do Sul, que envolve o SindiTabaco, as secretarias estaduais de Agricultura e do Desenvolvimento Rural, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) , Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (SIPS) e Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV). O programa que incentiva o cultivo de grãos e pastagem após a colheita do tabaco também terá continuidade em Santa Catarina e no Paraná. Na safrinha de 2017, a diversificação rendeu aos produtores R$ 415 milhões em milho, R$ 128 milhões em feijão e R$ 57 milhões em soja.















