
O Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Sul homenageou o delegado de Polícia Federal, Gustavo Schneider, lotado em Santa Cruz do Sul/RS. Pela participação na Operação Rodin, realizada há exatos 10 anos. Em 6 de novembro de 2007 o Rio Grande do Sul foi impactado pela deflagração da Operação que desarticulou uma organização criminal especializada em fraudes em contratos públicos – sendo responsável por desvios de recursos públicos envolvendo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS) e a Fundação de Apoio Universitário FATEC, ligada à UFSM.
Participaram da ação 252 policiais federais e 46 servidores da Receita Federal, e foram cumpridos inicialmente 12 mandados de prisão temporária e 43 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Entre os detidos estavam o então diretor-presidente do Detran-RS, Flavio Vaz Netto (que foi afastado do cargo), e o ex-diretor-presidente Carlos Ubiratan dos Santos.
De acordo com as investigações da época, o órgão contratava mediante dispensa de licitação, a Fundação de Apoio, Ciência e Tecnologia (FATEC) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A referida instituição, encarregada da avaliação teórica e prática para habilitação de condutores de veículos automotores, usava a estrutura física e os servidores da universidade federal e subcontratava diversos serviços de consultoria (os quais geravam propinas para agentes públicos). Estimou-se um prejuízo de R$40 milhões ao órgão.
No dia 6 de novembro de 2017, o Ministério Público de Contas promoveu em Porto Alegre a entrega de medalhas de reconhecimento a alguns dos integrantes da Força-Tarefa, entre os quais o delegado Gustavo Schneider, lotado na delegacia da PF em Santa Cruz do Sul. Schneider coordenou a Operação Rodin e presidiu o respectivo inquérito policial, sendo a autoridade policial que promoveu o indiciamento dos implicados.
Ao todo, 39 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. No dia 11 de dezembro de 2008, a Justiça Federal de Santa Maria excluiu do processo sete réus, após análise das defesas.
Em 2008, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra 44 suspeitos, mas a Justiça Federal acatou denúncia contra 40 réus. No mesmo ano, sete pessoas foram excluídos da ação. Um dos réus, Antônio Dornel Maciel, morreu em agosto de 2011.
16.10.14 – Justiça Federal de Santa Maria profere uma condenação e uma absolvição;
09.03.15 – Justiça Federal de Santa Maria absolve um réu.
24.03.15 – Justiça Federal de Santa Maria absolve dois réus.
31.03.15 – Justiça Federal de Santa Maria condena um réu.
22.03.16 – Justiça Federal de Santa Maria condena um réu.
01.04.16 – Justiça Federal de Santa Maria condena três réus.
14.06.16 – TRF4 condena 22 réus e absolve dois réu; sete réus têm a pena prescrita.
O nome de batismo que celebrizou a operação foi escolhido em alusão à célebre escultura “O Pensador”, de Auguste Rodin (em virtude de que uma das empresas contratadas pela fundação universitária FATEC para prestar serviços de consultoria se denominava “Pensante”).














