LUANA CIECELSKI
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A vinda de uma estrutura melhor do Instituto Geral de Perícias (IGP) para o município de Santa Cruz do Sul é um desejo muito grande e muito antigo daqueles que trabalham com segurança pública no município. E esse sonho pode estar perto de ser realizado. Isso porque há cerca de uma semana esteve no município a direção do instituto, justamente com o objetivo de verificar a possibilidade da vinda. E as chances são bastante grandes, de acordo com o Secretário Municipal de Segurança, Henrique Hermany.

Atualmente, quando Santa Cruz do Sul ou qualquer outro município do entorno necessita de um perito – para atender situações de homicídio, suicídio, acidente de trânsito ou de trabalho com morte -, uma equipe de Porto Alegre ou de Santa Maria se desloca até aqui. O problema disso é a falta de agilidade do processo de perícia. “São duas horas de viagem, isso quando não é necessário reunir toda a equipe primeiro. Nesse período a vítima fica exposta, os familiares ficam em contato com aquela situação que já é ruim, e tudo fica muito pior”. Com uma equipe aqui, não seria necessário nada disso.
Entretanto, a vinda do IGP esbarrava em algumas limitações. Uma delas era a questão de pessoal, e outra era a de estrutura física. A primeira das questões está prestes a ser resolvida, porque o Estado abriu concurso público para contratação de cinco novos servidores. Já a segunda delas pode ter sido resolvida pelo município com o oferecimento de um espaço de cerca de 200 metros quadrados no Centro Integrado de Segurança.
De acordo com Hermany, talvez sejam necessárias algumas adaptações dentro desse espaço, “mas a arquiteta do IGP e o arquiteto responsável pelo Centro Integrado já estão conversando sobre esses ajustes”, afirma. Entre as necessidades da equipe, estariam um alojamento com camas – porque as equipes trabalham durante 24 horas, 7 dias por semana – além de banheiro com chuveiro, e salas para analisar e guardar material periciado.
PONTOS FAVORÁVEIS
O município tem alguns pontos a favor de si. Uma delas é a vontade de próprio IGP de criar mais quatro unidades regionais, conforme aponta Hermany. Outra vantagem é que a própria comunidade deseja a vinda e há alguns anos votou por ela na Consulta Popular. “Foram mais de 35 mil votos na época e isso fica registrado e tem um peso importante”, comenta o secretário. Há ainda a questão da população regional concentrada – cerca de 300 mil habitantes – o que faz com que ocorrências sejam registradas a todo o momento, gerando demanda para uma equipe do IGP. E há, por fim, a questão da localização geográfica. Hoje existem unidades do IGP em Porto Alegre e em Santa Maria. Santa Cruz do Sul fica bem no meio do caminho entre essas duas. É a localização perfeita para uma nova unidade que poderia atender Santa Cruz e todos os municípios do entorno.
A expectativa, portanto, é de que em breve haja boas novidades para contar à comunidade. O projeto de reformas da estrutura do Centro Integrado deverá ser apresentado nos próximos dias, e as essas nomeações devem acontecer até março de 2018.
Nesse meio tempo poderiam ser feitas as reformas necessárias no Centro Integrado de Segurança Pública, de forma que, a partir de março a equipe já poderia se instalar por aqui. “As chances de isso acontecer são grandes e tudo ficaria mais fácil. Nós temos delegacias, incluído a Delegacia Regional de Polícia Civil aqui, também temos o batalhão regional da Brigada Militar, por isso seria muito bom o IGP também estar aqui”, finaliza Hermany.
E o que falta no município, é uma terceira peça do IGP, que é o posto de criminalística, onde atuará uma equipe de criminalística – perito, papiloscopista, motorista e fotógrafo. Eles poderão atender, num primeiro momento, situações de homicídio, suicídio e acidente de trânsito e de trabalho com morte. Num segundo momento também poderão fazer perícias em veículos e armas. “Hoje há carros acidentados que chegam a ficar em depósitos por três meses até que um perito possa vir para analisa-lo. Com uma equipe aqui esse serviço agilizaria, assim como agilizaria o trabalho de investigação da Polícia Civil”, aponta Henrique Hermany.














