
Sara Rohde
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Combater o trabalho infantil. Este é um assunto importante a ser discutido pela sociedade brasileira e um assunto bastante abordado na última sexta-feira, 10, quando o Instituto Crescer Legal promoveu um seminário ampliado de integração e capacitação com parceiros do Programa de Aprendizagem Profissional Rural. O tema escolhido foi ‘Trabalho Infantil: um desafio em Rede’. Estiveram presentes aproximadamente 80 pessoas, entre elas representantes de parceiros da educação e assistência social nos municípios de Boqueirão do Leão, Candelária, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz.
O seminário ocorreu durante todo o dia no Country Club Santa Cruz e teve o intuito de discutir ações de combate à violência infantil, bem como fortalecer a atuação em Rede nos sete municípios do Rio Grande do Sul onde é desenvolvido o Programa de Aprendizagem Profissional Rural. O Instituto Crescer Legal é uma iniciativa do SindiTabaco e empresas associadas e tem como objetivo oferecer subsídios para que os jovens permaneçam e se desenvolvam no meio rural com oportunidades de gerar renda e desenvolver as habilidades e potencialidades.
Na parte da manhã ocorreu o seminário com o tema ‘O papel do Ministério Público do Trabalho no combate ao Trabalho Infantil’, onde a Procuradora do Trabalho do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul e Coordenadora Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente – (COORDINFÂNCIA), Patrícia Mello Sanfelice, realizou seminário. De acordo com Patrícia não é melhor a criança estar trabalhando do que roubando, mas sim estar na escola, “quem emprega crianças mata a infância”, salienta.
Aproximadamente 2,3 milhões de crianças estão em situação de trabalho no Brasil, seja na agricultura, no comércio ou no tráfico. “Nosso compromisso com a comunidade internacional é de que nós erradicaríamos o trabalho infantil até 2025, por isso devemos refletir de forma conjunta sobre este assunto”, disse Patrícia.
Já na parte da tarde a Pedagoga, pós-graduada em Gestão Estratégica de Políticas Públicas e Conselheira Tutelar em Gravataí/RS, Janaína Lúcia Feijó, encerrou as palestras falando sobre a Construção Colaborativa: essencial para a atuação em Rede.
O Programa de Aprendizagem Profissional Rural conta atualmente com aproximadamente 130 jovens com idades entre 14 e 17 anos, residentes de sete municípios gaúchos. Os jovens são contratados como aprendizes por indústrias associadas ao Instituto e recebem remuneração e certificação de acordo com a Lei de Aprendizagem. A carga horária destes jovens é cumprida juntamente do curso de formação em instituição parceira.














