
Rosibel Fagundes
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Viviane Scherer Fetzer
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Ocorreu nesta quinta-feira, 6, a abertura oficial da colheita do tabaco no Estado. Promovido desde 2017, o evento foi realizado na propriedade dos agricultores Renato Bohm e Patrícia Blank, no distrito de Herval, em Canguçu, no sul do Estado. A propriedade possui 9 hectares, sendo 5,5 hectares utilizados para produção de 96 mil pés de tabaco, o restante é utilizado para o plantio direto de milho e alimentos para subsistência da família e todo o trabalho é feito com mão de obra familiar. A cerimônia de abertura teve o objetivo de marcar o início da safra no Estado e também de chamar a atenção para a prática da colheita segura.

O secretário da Seapi, Odacir Klein, representou o governador, José Ivo Sartori (MDB), que não pôde participar do evento. Ele salientou que “o tabaco produzido aqui é quase totalmente enviado para o mercado internacional. Temos mercado no exterior para este tabaco que é gerador de renda, de emprego, de bem estar social. Esse evento mostra que o governo sempre considerou a importância da cultura do tabaco para a economia do Rio Grande do Sul”.

Conforme o presidente do Sindicato, Iro Schünke, “não se teria a cadeia produtiva sem começarmos com uma base muito bem solidificada que são os produtores de tabaco. A ideia de fazer esse evento é um grande reconhecimento do governo do Estado à importância social e econômica que o tabaco representa para o país, mas especialmente para o Rio Grande do Sul, que é fundamental para o Estado”, comentou.
O prefeito de São Lourenço do Sul e vice-presidente da Amprotabaco, Rudinei Härter, falou sobre a importância das discussões trazidas pela COP-8 e também sobre a diversificação na propriedade da família Blank. “Podemos ficar tranquilos porque por muitos anos vamos ter a oportunidade de manter a cultura do tabaco em nossa região, porque ela significa desenvolvimento, retorno de investimentos na propriedade e a sustentação principalmente da pequena propriedade”, ressaltou.

“A cultura do tabaco é o que levou o município de Canguçu a chegar ao que é hoje. O município é a capital da agricultura familiar, tem 15 mil pequenas propriedades rurais, tendo seu comércio desenvolvido porque aqui no campo, tem agricultores e produtores rurais que produzem o tabaco e geram riquezas, levando a Santa Cruz e Venâncio Aires, mas voltam com os recursos gerando mais emprego e mais renda durante o ano”, explicou o prefeito da cidade de Canguçu, Marcus Vinicius Müller Pegoraro.

O vice-presidente da Afubra, Marco Antonio Dornelles, reforçou que o município de Canguçu na safra passada teve 5.500 produtores de tabaco que plantaram 9.900 hectares e produziram 22.141 toneladas de tabaco Virgínia, o que representou R$ 203.254.000,00 aos produtores. “A projeção para a safra deste ano nos três estados do sul do Brasil é de produzir 669.235 toneladas, o que vai representar 6,1 bilhões de reais de faturamento total aos produtores”, comentou Dornelles.
Grande produtor de tabaco na safra 2017/2018, Canguçu ficou em primeiro lugar no Brasil em produção. Este é o segundo ano em que há celebração da abertura da colheita do tabaco. A primeira edição foi realizada em Venâncio Aires. A abertura é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), junto com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e Prefeitura de Canguçu.














