
Sara Rohde
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Em alusão a Semana do Meio Ambiente e com o objetivo de orientar a comunidade sobre a importância da separação do lixo, a Cooperativa de Catadores e Catadoras de Santa Cruz do Sul (COOMCAT), está realizando até esta sexta-feira, 7, ações que preservam a natureza, como demonstrações do processo de separação do lixo. Com banners, cartazes informativos e panfletos a COOMCAT escolheu a Praça Getúlio Vargas para fazer o bem ao próximo.
Cada material jogado no lixo é utilizado e durante as ações da cooperativa, os santa-cruzenses podem ficar por dentro do assunto e aprender a importância da separação dos resíduos. Conforme a coordenadora geral da COOMCAT, Vera Lúcia Flores da Rosa, “nesta semana estamos mostrando como funciona o processo de separação do lixo, quais materiais devem ser separados, quais são reaproveitados e quais não podem ser descartados sem identificação. E por isso que a nossa fala vem de encontro para a população, não é somente para facilitar nosso trabalho, é para melhorar a saúde de todo mundo. Eu sempre falo nas palestras, que daqui a 20 anos não quero ter somente uma árvore para respirar e com a poluição cada vez mais forte, não vai mais nascer nada”.
A cooperativa conta atualmente com 52 cooperados que dependem da renda da reciclagem para sobreviver. Graças aos catadores, a poluição de resíduos não é tão intensa, pois sem a separação do lixo, os materiais orgânicos e secos são misturados o que causa problemas de médio e longo prazo no meio ambiente. Todo o lixo de Santa Cruz é destinado à Usina de Triagem de Lixo (Bairro Dona Carlota). Lá é feito mais um trabalho de separação para depois ser destinado à Central de Resíduos Recreio em Minas do Leão. “A separação é muito importante, pois a natureza cobra de todos e é isso que viemos fazer aqui, nada mais justo, nós catadores, fazermos nossa parte e pedirmos para a comunidade separar o lixo. Sem a separação e sem os catadores, nada vai à frente”, salientou. Vera ainda frisou o valor que o lixo tem, “do lixo sai uma riqueza enorme, pois o material tem muito valor. Ele acaba voltando pra gente como matéria prima, existe até tênis de garrafa pet, algo incrível”.

O processo de separação do lixo feito pela COOMCAT ocorre desde a coleta efetuada com o caminhão em nove bairros do município. Após, o veículo leva os materiais até a sede da cooperativa, situada na Rua Venâncio Aires, 1445, onde ocorre todo o processo de separação. “Chega o caminhão que despeja o material nos big bags, depois passa pela esteira para o pessoal triar, separa o pet, o papelão e tudo que for reciclável. Após separar os materiais, vendemos para a grande região metropolitana”, explicou Vera.
Os únicos materiais não reutilizados pelos catadores são os orgânicos, as lâmpadas, pilhas e eletrônicos, por isso a COOMCAT orienta as pessoas a colocarem os vidros em um papel devidamente identificado. Pode ser em uma caixa lacrada, ou uma garrafa pet, mas com identificação, justamente para não cortar os catadores e os garis. A lâmpada é um produto perigoso, pois tem um pó interno altamente tóxico e a substância em contato com a pele pode causar um dano irreversível.
As lâmpadas quebradas podem ser destinadas aos locais onde foram adquiridas, orientou a catadora. Já os materiais eletrônicos, pilhas e baterias, podem ser descartados na Central de Recebimento de Pneus e Resíduos Eletrônicos (Crepel), na Rua 28 de Setembro, 1.707, das 8h45 às 11h45 e das 13h30 às 17 horas.
A COOMCAT também está com uma parceria com a Clínica Antônios, e disponibiliza as sacolas Ecobag, justamente para a comunidade não utilizar as sacolas plásticas que são descartadas diretamente no lixo. O valor simbólico está em R$ 15,00, e podem ser adquiridas na Praça Getúlio Vargas, até esta sexta-feira, e após na sede da cooperativa.
Entidades, escolas, e qualquer pessoa que quiser conhecer a sede da COOMCAT e ver de perto o trabalho dos catadores, basta agendar um horário diretamente na cooperativa, pelo telefone (51) 3902-7669.
Segundo Vera, infelizmente a COOMCAT não tem o apoio do poder público para fazer a coleta seletiva em outros bairros, pois não há recursos suficientes. “A população pode solicitar a coleta seletiva nos demais bairros diretamente na Prefeitura”, orientou.














