Grasiel Grasel
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Um dos pedidos que mais vinham sendo levantados pelos lojistas de Santa Cruz do Sul foi finalmente atendido. Desde a última sexta-feira, 19, passou a ser permitido que o comércio utilize provadores para que os clientes possam experimentar as roupas que queiram comprar. A alteração, no entanto, vem com uma série de restrições, como a que exclui a possibilidade de prova de peças que tenham contato com o rosto, como camisetas e blusas.
A partir de agora passa a ser obrigatório aos lojistas higienizar os provadores com álcool 70% a cada novo uso e, caso os espaços utilizem cortinas, elas devem ser limpas com vapor e o próximo cliente só poderá entrar depois que ela estiver seca. Da mesma forma, o comprador deve utilizar o álcool gel ao manusear roupas ou produtos de mostruários.
Dentro dos provadores também passa a ser obrigatória a disponibilização de álcool 70%, de modo que o cliente possa higienizar suas mãos antes e depois de entrar no espaço. Enquanto estiverem no interior dos provadores, os compradores também devem estar utilizando máscara. Peças que entrem em contato com o rosto do cliente, no entanto, como camisetas e blusas, estão proibidas de serem provadas. Tais informações devem ser fixadas em cartazes no interior destes espaços.
Depois de serem provadas e devolvidas, mesmo no método de prova em casa, as roupas devem ser imediatamente higienizadas com passadeira a vapor, dispositivo de higienização ultravioleta ou, em último caso, ela deve ficar em local com circulação de ar sem contato por 48 a 72 horas.
Outras regras também foram estabelecidas quanto ao funcionamento de demais estabelecimentos, mas elas apenas sugerem adequações ao decreto estadual em conformidade com as bandeiras que definem o modelo de Distanciamento Controlado. Agora as lancherias devem seguir as mesmas restrições de horário de atendimento presencial dos restaurantes (de segunda a quinta-feira, até 22 horas, e de sexta a domingo, até 23 horas). Estúdios de pilates também deverão seguir as mesmas regras das academias.
ENTIDADES SE POSICIONAM
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Sul (CDL-SCS), Márcio Martins, comemorou a flexibilização. “Agradecemos ao comitê emergencial e à prefeitura por ter flexibilizado essa opção que os lojistas vinham pedindo há bastante tempo”, diz. Segundo ele, depende de uma iniciativa do governo estadual permitir que os clientes provem roupas que toquem o rosto, como camisetas e, no caso de óticas, óculos.
Já o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, vê que a flexibilização ainda não é suficiente. De acordo com ele, restringir a prova de roupas e acessórios que tocam o rosto continua sendo muito restritivo. “O que a gente percebe é que o comércio parece o vilão da história, é só circular no centro no fim de semana, tem muita gente que não usa máscara. Não vou dizer que todos não estão cumprindo, mas são muitos”, reclama. Para Spode, o afrouxamento do distanciamento nas ruas pode acabar prejudicando o comércio com a piora dos índices e bandeiras.
LIVES REGULADAS?
Um dos pontos do novo decreto foi motivo de muita discussão na internet neste fim de semana: o que trata de uma regulação para transmissões ao vivo. Segundo o documento, para as lives que tiverem de 3 a 15 participantes entre músicos e equipe técnica, é necessário que o local de gravação seja cedido pela prefeitura com agendamento prévio.
Dentre outras proibições, os realizadores das lives ficam impedidos de comercializar alimentos e bebidas, exceto se forem realizadas por “entidades sem interesse econômico” e com entrega por drive-through. Também não será permitido utilizar equipamentos de fumaça e os participantes deverão dispor de álcool gel, adotar medidas de distanciamento e ter à disposição um banheiro.
ACI COMEMORA FIM DAS LISTAS
Nesta segunda-feira, dia 22, a Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul divulgou nota comemorando a decisão da Prefeitura de atender a uma de suas principais demandas. Desde o início da quarentena, a entidade vinha pedindo ao Gabinete de Emergências que deixasse de exigir listas de controle do fluxo de clientes no interior de estabelecimentos comerciais. Uma das sugestões da ACI para facilitar o controle de informações sobre a Covid-19 na cidade foi a criação de um grupo de trabalho, que seria composta por entidades empresariais, OAB e outras.














