Grasiel Grasel
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Com a divulgação do novo decreto municipal ocorrida na última sexta-feira, 19, que criava uma série de regras para que as lives de músicos fossem realizadas em Santa Cruz, diversos debates surgiram nas redes sociais quanto à necessidade da regulamentação. Com a repercussão, representantes do setor artístico entraram em contato com o Gabinete de Emergências para tentar adaptar as regras, que seriam restritivas demais.
No documento, ficou definido que a produção de transmissões ao vivo realizadas com a presença de três a 15 integrantes, contando os músicos e a equipe técnica, só pode ser realizada em local cedido pela Prefeitura, com agendamento prévio e preenchimento de lista com dados pessoais de todos os integrantes da equipe.
Também ficaria proibida a venda de alimentos e bebidas nas transmissões, exceto se o evento for organizado por “entidades sem interesse econômico” e com retirada por drive-trhough. Da mesma forma, não é permitido a utilização de equipamentos de fumaça. Integrantes da equipe devem seguir medidas básicas de distanciamento social, segurança e higienização, bem como ter acesso a um banheiro.
Para amenizar o impacto das restrições, o setorial de música do Conselho de Cultura do município entrou em contato com o Gabinete de Emergências para sugerir adaptações no decreto. De acordo com o representante do grupo, o cantor Moisés Damé, elas foram bem recebidas e talvez possam ser implementadas na próxima alteração do decreto municipal de calamidade.
Segundo a procuradora geral do município, Tricia Schaidhauer, a regulamentação foi definida pelo Gabinete de Emergências devido a denúncias de que as lives estariam gerando aglomerações. Ela afirma que as proposições do setorial estão sendo estudadas pelo Gabinete de Emergências e, muito provavelmente, na próxima segunda-feira haverá um novo protocolo a ser seguido pelos artistas.
Dentre as alterações propostas pelo setorial, estão previstas as seguintes regras:
- Lives deverão ser informadas à Prefeitura com 48h de antecedência, listando o local, data, hora, número de pessoas e demais informações necessárias;
- Quando em bandeira amarela, fica permitido ter música ao vivo executada por um artista em lancherias e restaurantes da cidade;
- Permissão de realização de “drive-in show”, em local cedido pela Prefeitura, onde o público poderia assistir do interior de seus veículos;
- Liberação de transmissões em casa com até três músicos, respeitando o distanciamento.
Para Damé, as proposições do setorial trariam um cenário mais viável para que os músicos consigam se manter trabalhando, pois muitos dependem da renda de artista. Da maneira como estavam, o cantor acredita que as regras dificultariam muito a realização das lives, que vêm sendo a principal fonte de renda de muitos. “Levaria muito tempo conseguir a permissão com a Prefeitura e definir um local, mas acredito que com as mudanças propostas fica mais tranquilo”, argumenta.














