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Théo, um menino que precisa de ajuda

Família busca doações para auxiliar criança no tratamento de doença respiratória grave

Família de Théo (foto) conta com doações da comunidade para manter tratamento adequado em casa – Divulgação/Arquivo Pessoal

Tiago Mairo Garcia
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Uma luta diária em favor da vida. Desde que o menino Théo Henrique Ribeiro Stein, de 1 ano e cinco meses, teve o diagnóstico de que era portador de bronquiolite obliterante, uma sequela da bronquiolite viral aguda por adenovírus, o casal Douglas Henrique Stein e Deisiane Ribeiro Souza, pais da criança, iniciou uma ação social para angariar doações para custear o tratamento do menino com o objetivo de combater os sintomas da doença.

Conforme o relato de Deisiane, mãe do menino, em razão da doença, os brônquios ficaram rígidos, afetando a respiração da criança. “Quando ele pega algum resfriado geralmente seu pulmão começa a se fechar e aí temos que internar e ele tem que ser entubado pois não consegue respirar sozinho”, conta a mãe. Ela salientou ainda que as mudanças climáticas constantes também agravam o problema. “Com a mudança do tempo, ele sente muita falta de ar e suas entradas respiratórias vão se fechando”, frisa Deisiane.

Para tratar a doença, antes da pandemia, a família que reside em Santa Cruz do Sul, se deslocava com Théo até o Hospital das Clínicas, em Porto Alegre, onde o menino realizava sessões de pulsoterapia com dosagens altas de corticoide para expandir o pulmão. Em razão da pandemia do novo coronavírus, o tratamento não tem sido realizado na unidade hospitalar pelo fato da criança pertencer ao grupo de risco. O menino também realiza consultas regulares com endocrinologista, pneumologista e pediatra.

Com insuficiência respiratória crônica em razão da doença, Théo precisa de oxigênio 24 horas por dia para manter os pulmões em funcionamento. O menino também recebe medicamentos e usa bombinhas para manter a respiração. A mãe destaca que a família possui alguns medicamentos gratuitos fornecidos pelo Estado, mas que tem os custos para manter os cuidados em casa com outros medicamentos não fornecidos, oxigênio móvel para locomover a criança para as consultas e demais despesas. “Cada recarga de oxigênio móvel custa R$ 80 e dura somente oito horas e a nossa conta de luz gira em torno de R$ 500 a R$ 700 por mês. Quando está muito quente, temos que manter ele em um ambiente mais climatizado para não se sentir tão ruim”, relata Deisiane.

No momento, a renda da família se resume somente ao salário do pai, que trabalha como entregador. Já a mãe se dedica exclusivamente aos cuidados com o filho. Ela confirmou que a família recebe mensalmente do Estado três tipos de medicação, 16 latas de leite especial, sete bombinhas e fraldas, acompanhamento de fisioterapia e nutrição do projeto Menor em casa, mas não recebe nenhum benefício do Governo Federal. A mãe salienta que a família tem mantido a criança através de doações realizadas com ajuda de uma vaquinha online, venda de rifas e apoio de grupos e pessoas que divulgam as páginas do menino nas redes sociais.

MAQUINA PORTÁTIL

A família também está em busca de recursos para adquirir uma maquina portátil que produz oxigênio, que é mais leve e não tem a necessidade de carregar os cilindros. O equipamento tem o custo de aproximadamente R$ 11 mil. “Essa maquina nos ajudaria a ter um custo menor para cuidar dele em casa e conseguiríamos economizar no aluguel de recargas de oxigênio que a gente paga por mês”, salienta a mãe.

Quem quiser colaborar e ajudar a família, pode acessar a vaquinha online no endereço vaka.me/943939 ou realizar doações para a conta poupança 00144979-6, agência 0500 (Caixa Econômica Federal) em nome de Deisiane Ribeiro Souza. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 9 9860-9350 (somente ligação) e (51) 9 9936-1965 (WhatsApp).