Início Política Candidatos ao Piratini participaram de 3° debate

Candidatos ao Piratini participaram de 3° debate

Everson Boeck
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Pela terceira vez desde que iniciou oficialmente a campanha eleitoral 2014, no dia 6 de julho, os candidatos a governador do Rio Grande do Sul se reuniram na manhã desta segunda-feira, 28 de julho, para um debate que foi transmitido por cerca de 100 emissoras de rádio. Promovido pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert) e o Sindirádio, o evento aconteceu no Hotel Intercity Premium, em Porto Alegre, e durou quase duas horas. Participaram os candidatos Edson Estivalete Bilhalva (PRTB), Ana Amélia Lemos (PP), Humberto Carvalho (PCB), José Ivo Sartori (PMDB), Roberto Robaina (PSOL), Tarso Genro (PT) e Vieira da Cunha (PDT). Conforme a organização do evento, João Carlos Rodrigues (PMN) confirmou presença, mas não compareceu.
O debate foi dividido em três blocos. No primeiro, os candidatos fizeram uma apresentação inicial e responderam a perguntas feitas por ouvintes das emissoras associadas. Os questionamentos foram gravados e abordaram temas como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e finanças. No segundo bloco foram realizadas perguntas de tema livre, entre os próprios candidatos. As questões foram feitas de candidato para candidato, apenas com a condução do mediador do debate. Já na terceira e última etapa, a cada um foi oportunizado, em dois minutos, fazer suas considerações finais.
As discussões mais acirradas estiveram centralizadas, basicamente, entre Tarso Genro (PT) e Vieira da Cunha (PDT). Os assuntos mais polêmicos foram quanto à lei do piso do magistério, à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), à dívida com a União, à agricultura familiar e infraestrutura no meio rural. O segundo bloco foi o mais acalorado. Roberto Robaina (Psol) criticou a sequência de perguntas feitas entre Estivalete (PRTB), Vieira da Cunha (PDT) e Ana Amélia (PP), fato que ele classificou como “um consórcio entre amigos”. Declaração esta que foi contestada por Estivalete em um pedido de direito de resposta.
Ana Amélia Lemos (PP) falou da agricultura familiar e disse que pretende manter e ampliar os programas voltados ao meio rural, especialmente pequenos e médios agricultores. Lembrou que os produtores gaúchos têm excelente capacidade de produção, mas é preciso dar condições para que eles possam ter alta competitividade. Ela também apontou a falta de estrutura para escoamento e apresentou o número de 70 municípios que ainda não possuem acesso asfáltico.
Viera da Cunha reconheceu a má infraestrutura do Estado e acredita que é possível conviver com a iniciativa privada, referindo-se à crítica de Ana Amélia à EGR. Ele defendeu investimentos em hidrovias e falou que é preciso reestruturar o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Sartori criticou a atuação dos governos anteriores e disse que pretende implantar um projeto de governo voltado aos gaúchos e não aos interesses particulares de um partido político. Ele ainda frisou diversos investimentos nas áreas de saneamento e limpeza urbana com recursos obtidos junto ao governo federal através de financiamentos.
Humberto Carvalho não fez rodeios ao atacar as relações entre o governo federal e os estados, chamando-as de “agiotagem”. Ele acredita que para redefinir os índices que incidem sobre a dívida do Estado com a União é preciso acionar a Justiça. Tarso Genro rebateu críticas, afirmando que nos últimos anos foram feitos 30 asfaltos municipais e garantiu que haverá a entrega de mais 30 até o final do ano. Quanto à lei do piso do magistério, ele lembrou que o governo criou um completivo para que os professores fossem contemplados, frisando que seu governo foi o que mais concedeu aumento à categoria, com um índice de 76%. Robaina destacou que é preciso qualificar as polícias, criticou os gastos federais com o sistema financeiro e disse que sua candidatura representa a terceira via.

Renan Arais

Sete dos oito candidatos ao Governo do Estado participaram do debate