LUANA CIECELSKI
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Alexandre Haas tem 43 anos, é natural de Santa Cruz do Sul, filho de um eletricista e de uma empregada doméstica, o mais novo de três irmãos. Casado há 14 anos é pai de um menino de 9 e trabalha no comércio, em um dos supermercados do município. Esse é perfil de um cidadão santa-cruzense comum. Mas é também o perfil do candidato à vice-prefeito pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Ele compõem uma chapa junto do candidato Afonso Schwengber da mesma sigla política.

Segundo ele, foi justamente através do emprego na área de supermercados que acabou ligando-se ao Sindicato dos Comerciários e consequentemente à política. Essa ligação com a política, por sua vez, o levou ao momento atual. No começo, ele confessa, sentiu um pouco de receio, mas que acabou aceitando por causa do apoio que recebeu de colegas de partido, de sindicato, de trabalho e também da família.
Agora, ele está feliz com a recepção das pessoas. Ele sente que ela apoiam uma mudança, especialmente as pessoas que trabalham no comércio. “Eles vêm que não somos um partido eleitoreiro, que estamos fazendo política e estamos ao lado delas no dia a dia”. Ele esclarece que é justamente essa vontade de fazer a diferença é que vem dando ânimo para a campanha. “Se a gente não tentar fazer alguma coisa diferente e deixar para os que já estão ai, vai continuar sempre a mesma coisa”.
Assim como Afonso, Alexandre também crê na educação e na cultura como a solução para a maior parte dos problemas da sociedade atual. E defende que se deve combater o mal pela raiz e nunca tratar apenas do problema já estabelecido. Diz que muitos problemas relacionados à saúde no município ainda não são tratados da forma mais adequada porque visam apenas a cura e não a prevenção, ou então trata-se apenas o fisico. Cita como um exemplo o alcoolismo, doença com a qual diz ter convivido de perto. “Meu pai, hoje já falecido, foi um dos fundadores do primeiro grupo de Alcoolicos Anônimos (AA) de Santa Cruz. E essa é uma das coisas que eu gostaria de incentivar se formos eleitos. A criação de mais AAs. Eles fazem toda a diferença para as pessoas que sofrem com essa doença, porque nos AAs eles se ouvem e compartilham as experiências”.
Alexandre, assim como Afonso, também defende a necessidade de se fazer uma política diferente da atual, que tenham mais em vista o trabalhador, começando pela valorização do servidor público concursado, e que seja mais participativa, com projetos apontados pela própria população.
Como vice-prefeito eleito, Alexandre diz que vai atuar conforme for decidido coletivamente. “Não sei ainda se vou ficar como vice-prefeito apenas ou se vou assumir uma secretaria. Isso será decidido posteriormente, se formos eleitos, junto com o partido e com os trabalhadores da prefeitura”. Ele explica que não gostaria de fazer como a maior parte dos políticos e assumir uma função sem ter uma competência, uma carga de conhecimentos sobre aquele trabalho. Declara ainda que, seja qual for a função exercida, o salário será o mesmo de outro funcionário da prefeitura. “Nunca vou aceitar o salário de vice-prefeito, nunca vou querer um salário maior do que o dos funcionários, dos operários, porque a diferença é muito grande, mas nós, prefeito e vice, não somos diferentes de ninguém”.
Com ideologias bem claras, defende que a verdade deve ser dita sempre. E que essa é uma questão de honra. Defende ainda que as belezas da cidade devem ser mais valorizadas. E que há poucos lugares tão bons pra tomar um mate com a família, num fim de tarde, quanto a Praça Getúlio Vargas.














