LUANA CIECELSKI
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No início de 2016 foi lançado no Rio Grande do Sul a pesquisa Sinaleira 2020 que tem por objetivo apresentar os pontos que precisam ser melhorados e os pontos que estão bons no Estado e nos seus 50 maiores municípios. Essa pesquisa trouxe uma série de informações importantes sobre o município de Santa Cruz do Sul e seu desenvolvimento socioeconômico.
Além disso, recentemente, pensando justamente nas Eleições de 2016, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou a página Eleições 2016 dentro de seu portal. O objetivo é parecido com o da Agenda 2020, ou seja, mostrar para as comunidades o que está bom e o que está ruim, mas nesse caso, tem também o objetivo de fazer com que as pessoas escolham seus candidatos de acordo com as propostas deles e as necessidades de seu município.
Tendo em vista essas duas pesquisas, o ‘Riovale Jornal’ fez um apanhado de qual serão os principais desafios daqueles que serão eleitos no próximo domingo. Observe quais são as principais necessidades de Santa Cruz do Sul e compare com as propostas de seus candidatos favoritos.
DESAFIOS DOS ELEITOS
Índice de Gestão Fiscal – IFGF: de acordo com a Sinaleira 2020, essa é uma das questões que precisa melhorar no município. Nas cores da sinaleira, o IFGF está atualmente com o sinal está vermelho pois a pontuação da cidade está abaixo de 0,6, quando o ideal é que esteja acima de 0,8. Isso acontece, segundo o gráfico apresentado pela pesquisa, porque os investimentos feitos pelo município ainda estão baixos, assim como a liquidez e a obtenção de receitas. Os candidatos a prefeito devem mostrar preocupação com essa questão.

IDEB – Séries Finais: outro índice que está com o sinal vermelho. O município de Santa Cruz do Sul possui uma média de 4,5, enquanto a meta projetada pelo MEC é de 4,8. É preciso levar em consideração, no entanto, que mesmo com esse resultado ruim, o município ainda obteve resultados superiores as médias brasileira e gaúcha. Candidatos que apresentem projetos para elevação desse índice são os mais indicados.
Homicídios: a segurança pública é um dos assuntos mais delicados e para ela o sinal também está vermelho. O município de Santa Cruz não só está com um índice acima da meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes, como já superou (em 2016) sua própria marca, que era de 30 homicídios.
Tráfico de Drogas: um dos principais elevadores do índice de homicídios na região, o índice de tráfico também é alto na cidade. De acordo com dados apontados pela Agenda 2020, houve um enorme crescimento das ocorrências especialmente entre 2002 e 2015 (nove vezes mais). Sabe-se que a questão da segurança pública é de responsabilidade do Estado, mas candidatos que estejam dispostos a trabalhar essa questão são indicados.
Índice de Perdas na Distribuição da Água: outro sinal vermelho porque os níveis de perda de água do município estão acima da meta estipulada no Plano Nacional de Saneamento Básico. Este Plano prevê que até o ano de 2033 todas as cidades tenham o índice de perdas de água entre o intervalo de 21% e 31%. Em Santa Cruz do Sul, esse índice ultrapassa a casa dos 50% (é de 57,64%) no momento.

Índice de Coleta de Esgoto: esse índice revela um problema ambiental muito sério em relação a Santa Cruz do Sul. De todo esgoto gerado em Santa Cruz do Sul, apenas 8,6% são coletados. O restante vai diretamente para as águas do Rio Pardinho. A meta do pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento – PNUD que é de 75%.
Renda per capita: esse índice ainda não atingiu o seu ideal. O IBGE Eleições aponta que a maior parte da população recebe entre um e dois salários mínimos, ou seja, no máximo R$ 1760,00. Já a Sinaleira 2020 aponta que a renda média do santa-cruzense é de R$ 1.036,87, por isso está classificada como intermediária. O ideal é que dentro de um período de 20 anos esse valor chegue a, pelo menos, R$ 2 mil.
Número de leitos: ambas as pesquisas também apontam que o número de leitos disponíveis para os habitantes de Santa Cruz está um pouco abaixo do que deveria. A média atual é de 2,41 leitos a cada 1 mil habitantes. O ideal é que se tenha de 3 a 3,5 por 1 mil.
FIQUE ATENTO TAMBÉM
– De acordo com o IBGE Eleições, Santa Cruz do Sul mais mulheres do que homens (pouco mais de 50 mil pessoas do sexo feminino), por isso, políticos que tenham projetos voltados para esse gênero podem ser bons candidatos.
– A maior parte da população santa-cruzense possui hoje entre 15 e 59 anos, por isso, candidatos que apontem projetos voltados para esse público ou demonstrem preocupação com questões como emprego, geração de renda e profissionalização, por exemplo, merecem atenção dos eleitores.
Como acessar a Sinaleira 2020 e o IBGE Eleições 2016
Interessados em saber mais sobre as pesquisas citadas, podem acessá-las online e encontrar ainda mais informações a respeito de Santa Cruz do Sul, bem como de outros municípios da região.
A pesquisa Sinaleira 2020 está disponível no endereço www.agenda2020.com.br. Para saber mais sobre Santa Cruz basta acessar a aba ‘Desafios das Cidades’ e procurar o município dentro da lista que aparecerá na tela.
Já o IBGE Eleições está disponível no www.ibge.gov.br. Para buscar mais dados a respeito de Santa Cruz do Sul basta clicar na aba ‘Banco de Dados’ e em seguida na opção ‘Cidades@’ e digitar no campo de buscas o nome da cidade.














