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Ato defende necessidade das reformas

Manifestantes carregaram bandeiras do Brasil na tarde de domingo, no Centro de Santa Cruz

Nelson Treglia
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Manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro, marcaram o domingo, 26 de maio, em diferentes cidades do país. Em Santa Cruz do Sul, à tarde, centenas de pessoas se movimentaram na área central da cidade e se concentraram na Praça da Bandeira. Muitas delas carregavam bandeiras do Brasil e vestiam as cores verde e amarelo. A ideia era fazer um protesto apartidário, com o intuito de apoiar as reformas e o pacote anticrime propostos pelo governo Bolsonaro.
Vilson Soder, um dos organizadores da manifestação em Santa Cruz, avaliou o evento como “muito positivo”. “Tivemos o apoio de cidades vizinhas como Candelária, Rio Pardo, Sinimbu, Vera Cruz e Vale do Sol. O número de participantes surpreendeu e, pelos nossos cálculos, ultrapassou mil pessoas. Nosso ato foi bem tranquilo, sem interrupção de via pública, não interferimos na vida normal das pessoas”, explica Vilson. Na Praça da Bandeira, foi colocado microfone à disposição de quem quisesse falar. Vilson Soder ressalta que, em termos de Brasil, as manifestações foram além da expectativa. “As manifestações mostraram que o governo Bolsonaro está muito forte.”
Segundo Vilson, as manifestações de domingo provaram que são uma “falácia” as informações divulgadas pela grande mídia, que indicavam uma perda de popularidade do governo. O organizador do ato público em Santa Cruz frisa que o evento teve um caráter popular. Sobre possíveis novas manifestações a favor do governo, Vilson Soder afirma: “A ideia é nós ficarmos de prontidão. Se o Congresso continuar fazendo ‘corpo mole’, dificultando a vida dos brasileiros, a Constituição é bem clara: ‘O poder emana do povo’. E o povo quer que as reformas sejam aprovadas”.
Vilson acredita que o próprio Congresso se surpreendeu com a quantidade de pessoas nas ruas. E também destaca que as manifestações pró-governo foram ordeiras e tranquilas. Ele frisa que 80% dos participantes possuem mais de 30, 35 anos. “Isso prova que a nossa juventude foi doutrinada. A juventude de hoje não tem o discernimento para ver a gravidade do que estamos vivendo. Nós gastamos o dobro, só para pagar a Previdência, do que nós gastamos em todas as outras despesas, como Educação, Saúde, Segurança, infraestrutura, isso é um absurdo”, define Vilson Soder. Ele entende que as reformas deveriam ter sido feitas já durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Hoje o povo está preocupado com o futuro do país. A gente sabe que a Venezuela é logo ali. Dez anos atrás, a Venezuela era um dos países mais ricos da América Latina. E hoje está faltando comida na mesa”, diz Vilson, que agradece a boa vontade das pessoas que participaram da manifestação de domingo.