Odilon S. Blank
Recorda-se também das outras existências, mas as que tiveram na “infância do Espírito”, estas se perdem na noite do esquecimento.
Geralmente, ao desencarnar, o Espírito sente-se feliz por sentir-se livre do corpo e conserva-se indiferente a sua decomposição, salvo em casos especiais.
Conforme o grau de evolução do Espírito, ele pouco se importa com os ossos ou objetos, que lhe pertenceram na vida corporal. É lhe grata a lembrança que dele guardam os que ainda ficaram no mundo material; as lembranças de seus sofrimentos na vida material melhor o fazem compreender o valor da felicidade de que goza agora como Espírito.
Só os Espíritos de nível evoluído inferior sentem saudades dos gozos materiais e sofrem com isto; para os Espíritos elevados a felicidade eterna é mil vezes preferível aos prazeres efêmeros da Terra.
Os que desencarnam sem terem concluído algum trabalho útil à humanidade, procuram influenciar outros para que ultimem, pois na vida espiritual continuam a ter os mesmo objetivos que tinham na vida material.
Na vida espiritual, para os espíritos evoluídos, a pátria é o universo. A maneira dos Espíritos verem as coisas variam ao infinito, de acordo com seu grau de elevação moral e intelectual. Os elevados acham mesquinho o que na Terra se faz em comparação com grandeza do infinito, tão pueris são seus olhos as coisas a que os homens dão grande importância.
Os Espíritos de ordem intermediária é que mais baixam ao planeta, ainda que agora vejam as coisas de um ponto de vista mais elevado do que quando encarnados. Os vulgares misturam-se a população espiritual do globo, tendo os mesmos gostos e inclinações que tinham quando na matéria. Participam de reuniões e negócios dos encarnados com interesses e gozam da companhia dos que se entregam às paixões ligadas ao mundo corpóreo e estimulam as pessoas a cultivá-las.
(continua)














