Gastão Gal
Todos nós ficamos indignados com a corrupção e com os atos errados praticados pelas outras pessoas. Somos juízes implacáveis quando os delitos são cometidos por estas pessoas, mas somos indulgentes quando os mesmos atos são praticados por nós mesmos.
Existe um intenso movimento contra a corrupção em todo Brasil, isto é salutar e meritório. Também nos faz refletir sou eu honesto em minhas atitudes? Muitos destes que vemos levantando esta bandeira contra a corrupção e desmandos de nossos políticos são os mesmos que andam com o som altíssimo em seus carros, que usam a via pública como sanitários, que no mercado comem um produto e colocam a embalagem nas prateleiras para não pagar o produto consumido, que sonegam os impostos e por ai segue a lista.
Desejamos mudar o nosso país? Esta mudança deve começar por nos mesmos.
O Senhor justo juiz nos diz: E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. (Mateus 7: 3-5)
Desejamos uma nação e um mundo melhor este é um sentimento justo, porém esta mudança inicia no seio de nosso lar. Pais bondosos com os filhos, filhos cumpridores das leis e regras de boa convivência onde o ser é mais importante que o ter, que não tentem sempre levar vantagens em tudo que desejam.
Que tenhamos em nosso comportamento sempre as sábias palavras e ensinamentos do Príncipe da Paz quando nos diz: Com a mesma medida que medirdes será tu medido. Que possamos usar os mesmos critérios de perdão que Nelson Mandela usou para com os seus perseguidores, a justiça feita, porém sem ódio ou revanchismo.
E como diz Tiago em sua epístola: E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
Busquemos praticar mais o bem e não apenas ter a intenção.














