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Trabalho desenvolvido em família

Alyne Motta
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Há alguns anos Luciano Unfried é mecânico. Aprendeu a profissão cedo, aos 16 anos, quando um amigo do seu pai ofereceu um emprego de auxiliar. Aceitou o desafio de aprender, período muito importante em sua vida. Luciano permaneceu no emprego por um tempo e acabou saindo.
Como já possuía vínculo com mecânica, começou a trabalhar em uma empresa, onde tirou carteira de motorista de caminhão e fazia viagens, transportando cargas dia e noite. Com quase quatro anos de trabalho e casado, Luciano queria um emprego que o deixasse mais próximo da família.
Morador de Linha Santa Cruz, fazia bicos em uma oficina enquanto não achava um local para trabalhar. Numa conversa com a esposa Marciane, decidiu que voltaria a trabalhar como mecânico, profissão que sabia fazer com qualidade. No ano de 2005 abriu sua própria oficina.
Um passo por vez, Luciano foi comprando os equipamentos e ferramentas necessárias para executar seu trabalho. Com a ajuda da esposa, que trabalhava em um posto de gasolina, foi fazendo sua clientela, atendendo amigos e vizinhos em um prédio que tem até hoje.

AUXÍLIO NA OFICINA

Com o filho pequeno, e precisando deslocar-se bastante para atender clientes, e prestar os socorros necessários, o mecânico fez uma proposta para Marciane em 2011: trabalhar junto na oficina. O desafio foi aceito, já que possuía alguma noção de mecânica e troca de óleo.
Mais do que trabalhar com o marido em um negócio próprio, Marciane optou por deixar o emprego por causa do filho pequeno. “Não tinha horário no posto. Trabalhava dia e noite, sábados, domingos e feriados, então não estava presente na vida do meu filho”, revela.
Certa vez Marciane chegou a ser chamada na escola pelas professoras. “Nos desenhos que meu filho fazia, não estava presente em nenhum. Isto pesou muito na minha decisão”, acrescenta ela, que aprendeu bastante com o marido, sendo o braço direito na oficina.
“Com ela aqui me ajudando, não preciso parar o serviço quando surge alguma necessidade. É ela quem busca peça, dá carona para clientes e atende nosso filho”, revela Luciano. “Sinto-me feliz pessoal e profissionalmente. Faço o que gosto, além de poder dar atenção ao meu filho”, admite Marciane.

Alyne Motta

Marciane e Luciano: trabalhar juntos gera investimento para família