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Orgulho em trabalhar pela educação

Ana Souza
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A experiência profissional de Anderson Roberto dos Santos como trabalhador na área da educação iniciou em 1998 quando era monitor de projeto social. Em 2004, seguiu sua trajetória exercendo sua profissão no Colégio Marista São Luis. Formou-se pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) em Estudos Sociais e História e, ao receber uma proposta do então diretor, Irmão Lédio de Jesús Matias, passou a dar aulas de música para os estudantes da Educação Infantil. “Desde a graduação, eu trabalhava nas Escolinhas de Educação Infantil com a música. E nos trabalhos que realizava nos movimentos sociais, sempre usei a música. Após um ano na escola, surgiu a oportunidade de ministrar aulas de Ensino Religioso para os estudantes do Ensino Médio e no terceiro ano no educandário, passei a trabalhar com os estudantes do Ensino Fundamental a disciplina de Geografia. Nesta época atendia desde a Educação Infantil ao Ensino Médio e, em alguns momentos, trabalhava com adultos.”
Além de trabalhar como professor nestes três níveis, Anderson, que também tem Mestrado em Educação, tinha envolvimento com formação de professores e alfabetização de adultos, através do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Tudo isso foi uma grande contribuição em minha formação. Lembro de dias que tinha atividades o dia inteiro, manhã, tarde e noite. Encontrava cerca de 200 pessoas por dia numa sala, todos, de certa forma,  dialogando comigo.” Em 2011, ele assumiu a Coordenação Pedagógica do Ensino Médio.
O educador enfatiza a diferença entre um trabalho mais técnico, que segue uma determinada rotina, e o trabalho em educação, que foge um pouco desta rotina. “A cada dia nos deparamos com algo novo, temos nossos processos rotineiros, mas eles não dão conta de tantas possibilidades que surgem. Esta é uma grande vantagem da profissão de professor: o contato com as pessoas gera uma riqueza muito grande em nosso ambiente de trabalho. Cada um é um grande universo, a gente vai aprendendo sempre mais.”
O trabalho como professor se tornou um orgulho. “É muito tranquilo estar inserido na educação, tanto das crianças, quantos dos adolescentes, jovens e adultos. Trabalhar em educação é estabelecer vínculos com e entre as pessoas. Na Coordenação Pedagógica e de Pastoral, eu também tenho esta oportunidade.”
Ser um trabalhador da educação, para ele, é uma forma de fazer um mundo melhor. “Quando era adolescente, tinha a ideia de fazer algo para que o mundo fosse melhor. Tínhamos um grupo de amigos que pensava assim. E eu pensava que um jeito fundamental de tornar essa questão real era ajudando as pessoas. Se eu consigo, hoje, contribuir de alguma forma com as pessoas que convivo em meu trabalho, já é uma forma de melhorar o mundo. O trabalhador da educação tem uma grande missão na formação das pessoas, é um trabalho constante, que precisa ser mais valorizado, reconhecido. Apesar de não ser tão visível, ele contribui para a formação de pessoas, e essa é a matéria-prima do mundo melhor.”

Ana Souza

Professor Anderson dos Santos: orgulho em ser um trabalhador da educação