O Dia do Trabalhador é comemorado a 1º de maio na maioria das nações do mundo, porém alguns países o festejam em data diferente: nos Estados Unidos, os operários reúnem-se na primeira segunda-feira de setembro; na Inglaterra ocorre no primeiro domingo após o 1º de maio; no Japão, a 23 de setembro; na Espanha, em 18 de julho; e na Nova Zelândia, em 18 de outubro.
No Brasil, a primeira tentativa de se festejar a data deu-se em 1893, porém houve repressão do Governo. Todavia, segundo alguns historiadores, a partir de 1895 as festividades passaram a realizar-se sem problemas, mas a primeira comemoração no País realizou-se em Santos, na sede do Centro Socialista. Para outros pesquisadores, todavia, o 1º de Maio começou a ser considerado feriado nacional depois da aprovação, pelo Congresso, de um projeto de lei do deputado Sampaio Ferraz, em 1902, mas para diversos estudiosos issosó ocorreu em 1949, quando o dia foi declarado oficialmente feriado nacional, pela Lei 662.
LUTA ANTIGA
Contam os historiadores que o primeiro movimento grevista de que se tem notícia foi desfechado pelos construtores de uma das pirâmides do Egito. Os grevistas nada recebiam para fazer as suntuosas obras dos faraós porque eram escravos, presas de guerra com povos vizinhos. Esse primeiro movimento deu-se, entre outros motivos, devido aos maus tratos recebidos dos capatazes e feitores, que os fustigavam com bastões e relhos tendo nas pontas objetos pesados e cortantes. Os homens eram surrados até a morte, caso esboçassem reação.
Há diversos hieróglifos em monumentos egípcios ou em papiros que mostram o espancamento dos escravos. Os grevistas, além disso, protestavam também contra a fome, já que os encarregados pela construção, embora recebessem a quantidade necessária de grãos, alhos e cebolas para distribuir entre os empregados, não entregavam os alimentos para eles, preferindo negociar o lote. A exploração dos homens chegou a tal ponto que, famintos, em certa ocasião, cruzaram os braços. Por isso foram barbaramente castigados, segundo o costume da época, mas conseguiram triunfar, com o desmascaramento dos carrascos. Fonte: Novo Milenio
Conquistas
Foi durante o mandato do então presidente da República, Getúlio Vargas, que os trabalhadores tiveram as maiores conquistas. Entre elas a instituição do salário mínimo, que já existia na década de 30 mas passou a vigorar no dia 4 de julho de 1940 por meio do Decreto-Lei 2.162.
Foi no 1º de maio que Vargas criou a Justiça do Trabalho, tendo como objetivo resolver questões judiciais relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às relações de trabalho. A data no Brasil é festejada desde 1895, sendo decretada como feriado nacional em setembro de 1925.
Outro fato marcante foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ocorrida no ano de 1943.
A história do salário mínimo
O presidente Getúlio Vargas anunciou o Decreto-Lei que instituiu o salário mínimo no País, com o valor de 240 mil réis, no dia 1º de maio de 1940. Segundo o documento, o salário mínimo deveria ser capaz de satisfazer às necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte do trabalhador.
A notícia foi recebida com euforia e, de imediato, mais de um milhão de trabalhadores foram beneficiados com a nova medida, já que na época ganhavam abaixo desse valor. O salário mínimo era uma antiga reivindicação desde a greve geral de 1917. Fonte: www.gdfsige.df.gov.br
Ana Souza

Com a instituição do salário mínimo, em 1º de maio de 1940, mais de um milhão de trabalhadores foram beneficiados














