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Informações sobre câncer de mama

O câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a sétima causa geral de morte em mulheres brasileiras, e a primeira entre as neoplasias malignas. Porto Alegre (e a região sul) está entre as capitais com maior incidência da doença no Brasil.
O câncer de mama é uma doença multifatorial, com interação de fatores genéticos e ambientais para sua gênese.
Os principais fatores de risco para câncer de mama são: história familiar de parente em primeiro grau afetado (mãe, irmã ou filha); – nuliparidade (não ter filhos); idade tardia na primeira gestação (após os 35 anos); idade precoce na menarca (início da menstruação); idade tardia na menopausa e fatores ambientais como fumo, álcool, gorduras, sedentarismo, obesidade.
A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança, porém fatores relacionados ao estilo de vida, como obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal, são modificáveis. Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.
A OMS refere que o câncer de mama tem condições de ser rastreado, permitindo diagnóstico precoce e maiores chances de cura da doença.
Entre os métodos de rastreamento estão o autoexame, o exame físico das mamas e os métodos de imagem.
O autoexame é aconselhável como forma de autocuidado e de diminuição de casos avançados da doença, não podendo ser método exclusivo de rastreamento.
O exame físico das mamas por parte do médico é importante, e deve integrar a consulta ginecológica a partir dos 20 anos ou quando do início da anticoncepção hormonal.
A mamografia é o método de imagem com maior impacto na redução da mortalidade por câncer de mama. Deve ser realizada em mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos de idade, anual ou bianualmente; em mulheres de alto risco após os 35 anos (ou cerca de 10 anos antes da idade da familiar acometida pela doença); e deve ser oferecida às mulheres idosas enquanto tiverem condições de se locomover aos centros de atenção à saúde e de receber tratamento.
A ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas devem ser utilizadas como método complementar à mamografia, conforme avaliação médica.
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são edema cutâneo semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo; e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.
Vale lembrar que cada paciente deve ser avaliada individualmente para os diversos fatores de risco envolvidos na gênese da doença, e assim, ser aplicadas as necessidades de rastreamento para cada caso.
Isto também é válido quando se trata de tratamento da doença, que por ser muito heterogênea, tem inúmeras abordagens, adequadas a cada caso.
Nos últimos anos obtivemos grande impacto no tratamento do câncer de mama, seja pelas estratégias de rastreamento e diagnóstico precoce da doença, ou pelos avanços no tratamento, com surgimento de novas drogas.

Foto: Magali Kappaun