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Depressão: o mal do século

Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.
Segundo esta organização, a depressão será também a doença que mais gerará custos econômicos e sociais para os governos, devido aos gastos com tratamento para a população e às perdas de produção no trabalho.
Os principais sintomas de depressão são: tristeza, perda do interesse pelas atividades do dia-a-dia, sensação de não ter prazer por nada, diminuição da energia, pensamentos negativos recorrentes, desesperança, dores inexplicáveis pelo corpo sem causa clínica definida, insônia ou excesso de sono, perda ou ganho de apetite, pensamentos de morte, agitação ou lentificação psicomotora, dentre outros.
Entretanto, para o indivíduo ser diagnosticado como deprimido, deve reunir pelo menos cinco dos sintomas citados, sendo que um deles tem que ser tristeza ou perda do interesse em atividades antes prazerosas, com duração mínima de duas semanas.
Em relação ao tratamento do Transtorno depressivo, pode-se dizer que há três modalidades com comprovação científica de eficácia: tratamento medicamentoso, psicoterapia e neuromodulação.
Hoje em dia, há disponível uma grande diversidade de medicamentos usados na depressão. Cada um possui suas próprias características, como, por exemplo, o mecanismo de ação, suas indicações, suas contra-indicações, seus efeitos colaterais, e assim por diante, provocando reações que diferem de pessoa para pessoa. Geralmente devem ser usados por alguns anos sem interrupção, devido ao caráter crônico da doença.  E sempre se deve evitar a auto-medicação, e lembrar que é de suma importância e imprescindível o acompanhamento médico especializado durante todo o tempo de tratamento.
A Psicoterapia é uma forma de abordagem que permite à pessoa, dentre outras coisas, uma busca sobre as causas psicológicas que influenciaram no surgimento do transtorno depressivo. Objetiva melhorar o padrão de funcionamento mental do indivíduo e o padrão de funcionamento de seus sistemas interpessoais (como na família e nos relacionamentos). Deve ser praticada por pessoas especializadas, geralmente os psicólogos e psiquiatras.
Outra forma de tratamento bastante promissora, que modernamente vem sendo usada como uma potente ferramenta no combate à depressão, é a Estimulação Magnética Transcraniana, uma das terapias existentes da área da neuromodulação. É um método indolor, não invasivo, que consiste, basicamente, na aplicação de ondas magnéticas em regiões do crânio que estão com seu funcionamento alterado, ou diminuído, devido à depressão. Apresenta a vantagem de causar pouco, ou nenhum, efeito colateral. E os resultados têm sido animadores. A técnica é regulamentada para uso clínico em diversos países, inclusive no Brasil. Possui aprovação das rigorosas FDA – Food and Drug Administration – Agência Reguladora dos Estados Unidos, em 2008, e, no Brasil, da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – em março de 2006.

Foto: Magali Kappaun