Alyne Motta
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A arquitetura é uma área importante para o homem e para a sociedade, pois trata de todos os espaços em que existe atividade humana. Em tempos atrás, atuar na profissão era uma atividade basicamente masculina e, com o tempo, foi abrindo espaço para as mulheres.
“Hoje, nas universidades, vê-se cada vez mais a procura do público feminino, mostrando uma situação inversa de anos anteriores”, explica a arquiteta Rosane Jochims Backes, que também é professora na Universidade de Santa Cruz do Sul. “Tornou-se mais comum a presença das mulheres”, acrescenta.
Rosane comenta que o mercado oferece um leque muito amplo de trabalho, principalmente para as mulheres. “É um espaço que foi conquistado arduamente”, revela a arquiteta, comentando que em sua época de estudante, pertencia à minoria em sala de aula.
Arquivo Pessoal
Rosane durante uma obra: atenção é imprescindível
A arquiteta ainda comenta que a personalidade feminina é um fator quando refere-se a detalhes. “Nós temos mais percepção por natureza. Muitas vezes observamos mais as pequenas coisas, formas. Somos mais sensíveis e a educação que recebemos nos permite ficar mais antenadas”, explica.
“Procuramos fazer as coisas bem feitas e com primor”, garante Rosane. “O detalhe é intrínseco da mulher. Somos muito atentas, e como arquitetas mais ainda”, revela a professora, ressaltando que a formação de Arquitetura e Urbanismo exige que o profissional seja detalhista.
Embora a atenção e o espaço tenham sido conquistados, não é todos que aceitam o desafio de ter uma mulher à frente do trabalho. “A discriminação é maior nas obras. Precisamos conquistar pedreiros e encarregados pela nossa capacidade”, revela a arquiteta.
Rosane ainda acrescenta que a qualificação profissional é outro fator decisivo para o êxito. “A nossa atenção necessita ser redobrada para tudo sair como o planejado. E por isso, é preciso, muitas vezes, mandar fazer tudo de novo”, finaliza a arquiteta, que tem escritório localizado na rua Pastor Hildebrand, 69.














