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A força das mulheres

Diego Dettenborn – [email protected]
 
Nos últimos tempos o número de mulheres que buscam um corpo ideal, torneado e, teoricamente perfeito, tem aumentado em progressão geométrica. Este aumento também é consideravelmente notado em Santa Cruz do Sul. Cada dia mais mulheres procuram as academias de ginástica para manter o condicionamento físico e manutenção do corpo. Joana Bender Bernhard, santa-cruzense, estudante de Educação Física e praticante de musculação, é um exemplo típico deste tipo de mulher.
Segundo Joana, é necessário muito empenho e dedicação. “A musculação assim como futebol, também é um esporte de competição, competição comigo mesmo, lutando contra meu próprio corpo cada dia, superando meus limites, buscando uma motivação mesmo que não seja um dos meus melhores dias, superando a dor, a qual acho que é uma fraqueza saindo do corpo, para no final ser recompensado com o bem estar físico e mental que este esporte proporciona. É a tradicional frase: ‘no pain no gain’, ou seja, sem dor sem glória.”
 
 
 
Divulgação

Muleher já são maioria nas academnias de ginástica
 
 
 
 
 
 
A curiosidade pelo esporte também se deu de forma espontânea, e veio de forma precoce. “Comecei na musculação aos 12 anos, treinando até os dias de hoje aos 21, entre vindas e indas. Foi iniciativa própria, escutando propagandas em rádios, bateu curiosidade de conhecer uma academia e então me matriculei em uma, começando uma paixão por esse esporte, e posteriormente ingressando no curso de Educação Física, com o sonho de um dia ser Personal Trainer.”
Pesquisas comprovam que é muito grande o número de mulheres em academias no país, inclusive são elas a maioria nestes ambientes. Joana ressalta a importância da iniciativa. “O que se vê muito é mulheres indo a academias somente com o objetivo de criar bunda, aumentar perna, e é só. Meu caso levo o esporte muito a sério, puxo ferro mesmo, tanto membros superiores quanto inferiores.” A atleta ainda afirma não haver diferença entre homens ou mulheres no que se diz respeito a treinamento, pelo menos na dedicação e nos resultados. “Às vezes tu vê alguns meninos te olhando diferente como quem diz: ‘Mulher puxando ferro desse jeito?’ Aí eu digo, ‘por que não?’ Corpo humano é dinâmico e devemos estimulá-lo por inteiro, a eficiência do trabalho será bem maior”.