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Momento histórico: uma coincidência

  

Em 2015, quando o projeto do novo prédio foi apresentado, nem se imaginava que a data escolhida para a realização da solenidade oficial teria relação com outra data da história do Colégio. Foi isso que contou o atual diretor do Colégio Mauá, professor Nestor Raschen. A escolha da data, feita ainda em 2018 para receber também diretores da Rede Sinodal, acabou sendo uma coincidência com o que marcou o fim do internato em 1981 com o início das atividades do Centro Educacional Colégio Mauá nos prédios em que funciona até hoje. As atividades de escola aconteciam no prédio que hoje abriga a Livraria Iluminura e foram direcionadas para o prédio em que no final de 1980 deixou de abrigar o internato. “A coincidência da data é muito oportuna, ainda mais por estarmos visitando a nossa história. Estamos na véspera dos nossos 150 anos e a trajetória do Mauá é uma trajetória de muita dedicação da comunidade pela escola, desde o seu nascimento em 1870”, afirmou o professor. 

 

Mais uma vez o 7 de março ficará registrado na história do Colégio Mauá. Em 2019 haverá a inauguração do novo prédio construído com recursos financeiro próprios da instituição e com doações da comunidade. O novo prédio conta com 4,6 mil metros quadrados de área construída, abrigando 24 salas de aula, salas de música, idiomas, artes, atendimento, coordenação e psicologia, biblioteca, laboratório de informática, cozinha, elevador, sanitários e cantina. 
O prédio vem junto a uma constante expansão do Colégio que em 2019 recebeu 1.730 alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, nos turnos da manhã e tarde, além de 110 professores e 80 funcionários. Entre as novidades de 2019 está a implementação gradativa da escola bilíngue para todos os alunos do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental, que vão contar com cinco horas aula de inglês por semana. De acordo com o diretor geral, em 2020, os estudantes que ingressarem no 1º ano já serão inseridos no processo bilíngue, com aulas curriculares e extras no idioma inglês. “Isso é para que nossos alunos entrem no contexto mundial de maneira mais rápida e acessível”, explicou Raschen. 

A obra começou em 2016 e seguiu o planejamento elaborado desde o projeto que foi feito pela Suhma Engenharia. Quem trabalhou na concepção e em toda a sequência da obra foi o o arquiteto Romeu Pick. “Ele se abasteceu da escola com todas as suas lideranças, direção e coordenação e foi muito apoiado  na época pelo professor Wilson que tinha o cargo de direção de expansão da escola. E nós fizemos várias visitas a outras instituições para ter uma ideia de como o projeto poderia ser desenvolvido. E vou dizer que nós vimos experiências das mais diversas e fizemos algo totalmente novo, a partir das diferentes experiências, não chegamos a copiar nada de concreto que existe nas outras instituições. Mas todas elas de alguma forma serviram de inspiração para o projeto desenvolvido a muitas mãos e muitas ideias e finalmente chegamos a essa concepção de ter esse espaço”, comentou o professor Nestor. 
Ele ainda salientou que quem inaugurou o prédio foram as crianças no dia 18 de fevereiro com a volta às aulas. “Entendemos que não podíamos inaugurar o prédio sem que as crianças que vão utilizá-lo fizessem primeiro. A escola em primeiro lugar é dos alunos e das famílias, e por consequência também da comunidade”. Empolgado com a apresentação para a comunidade, Raschen frisou “agora é hora de apresentar ele para a comunidade. Já tem um pequeno sinal de vida. Tem sinal de crianças estudando lá. Escola é essencialmente daqueles que fazem o uso dela e daqueles que vêm aqui para aprender”.