FIV – síndrome da Imunodeficiência felina (S.I.D.A. dos gatos) e FELV – Leucemia Viral Felina – são duas doenças provocadas por vírus. São graves e não têm cura, de forma que as medidas preventivas são essenciais para proteger os gatos. “São doenças únicas e exclusivamente do gato, não podendo ser transmitidas ao homem ou aos cães.” Tratam-se de patologias crónicas e debilitantes que sem o acompanhamento de um médico veterinário podem levar rapidamente à morte do nosso animal de estimação.
COMO SÃO TRANSMITIDAS?
Uma vez que os retrovírus (grupo onde se incluem o FIV e o Felv) são muito pouco resistentes no meio ambiente, a transmissão ocorre por contato direto, através de brigas, mordidas, arranhões e cruza entre gatos. A mãe pode transmitir aos fetos e neonatos por via transplacentária ou pela amamentação. Desta forma, os gatos considerados grupo de risco são animais não castrados, gatos com acesso à rua, e animais em abrigos ou comunidades com grande numero de gatos.
QUAIS OS SINTOMAS?
Os sintomas são muito variados, e é comum o surgimento de doenças concomitantes que não respondem bem ao tratamento, já que estas doenças alteram o funcionamento do sistema imune do animal.
Desta forma, podem dar uma multiplicidade de sintomas desde: febres intermitentes, prostração, anorexia, pelagem em mau estado, vómitos, diarreia, alterações articulares, alterações oculares, perda de peso, feridas na pele, “ínguas”, dificuldade respiratória e até falência múltipla orgânica. Estes vírus também são oncogênicos, ou seja, podem se manifestar pelo aparecimento de tumores. O gatinho pode passar por longos períodos sem nenhum sintoma da doença, propiciando que o vírus seja disseminado para outros animais.
COMO É REALIZADO O DIAGNÓSTICO?
As duas doenças são diagnosticadas através de um teste simples e rápido, com 98% de confiabilidade. Sempre que houver qualquer enfermidade com baixa resposta ao tratamento ou o gatinho esteja inserido no grupo de risco, o teste deve ser realizado. O diagnóstico precoce é essencial para garantir qualidade de vida e impedir o contagio para outros gatos.É importante salientar que existe um período de janela imunológica, onde o gato pode ser portador do vírus, mas o teste ser negativo. O veterinário pode solicitar um novo teste após 4 meses, se a suspeita persistir.
COMO SE PREVINEM ESTAS DOENÇAS?
Como se tratam de doenças com transmissão direta de gato para gato, aconselha-se desde sempre manter o nosso companheiro longe de outros que tenham acesso à rua.
Quanto à prevenção imunológica, há vacina disponível para a FelV. Infelizmente não existe vacinação para a FIV. A vacina é aconselhada para todos os gatos que pertençam aos grupos de risco: castrados ou não, com acesso à rua, estando mais predispostos a lutas territoriais ou de defesa, ou que convivem com gatos positivos.
EXISTE TRATAMENTO?
Não existe nenhum tratamento específico eficaz. O tratamento é adequado e ajustado pelo médico veterinário levando em consideração os sintomas apresentados, e procurando contornar as doenças oportunistas. Existem algumas medicações que podem reduzir a carga viral, e são utilizadas como tratamento auxiliar.
Médica Veterinária Tamara Rocha de Moraes
Pós-graduada em Clínica Médica e Cirúrgica de Felinos, Médica Veterinária na Clínica Vitalis
Divulgação/RJ

“A castração é um dos métodos de eleição para a prevenção, pois reduz as brigas
e impede a cruza, reduzindo significativamente a disseminação da doença.”














