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Ano de grandes expectativas

Todos os anos, nesse período, os alunos que estão prestes a iniciar o período letivo começam a criar expectativas em relação aos meses que virão. Pode até não parecer, mas para os professores, ou para aqueles que estão envolvidos de alguma forma com o sistema de educação, a sensação é exatamente a mesma. Como serão os alunos? Quais as turmas em que irá trabalhar? Será que os estudantes vão gostar das aulas? Será que vão prestar atenção? O que juntos, professor e alunos, aprenderão? São alguns dos questionamentos que surgem. E para o Sindicato dos Professores Municipais (Sinprom) de Santa Cruz do Sul, há também várias expectativas em relação ao ano que começa.

Pl‡cio e Rosane esperam um ano de adapta›es nas escolas, di‡logo com a Prefeitura, elei›es e inaugura‹o

De acordo com o presidente Plácio Simianer e com a vice-presidente Rosane Martinez, uma das maiores expectativas é com relação ao próprio retorno. No próximo dia 17 de fevereiro será realizada a Jornada Pedagógica que servirá como uma recepção aos educadores e esse momento é sempre muito importante. Outra grande expectativa é com relação ao Plano Nacional de Educação, que continuará a ser implantado no município.

“A Secretaria de Educação está fazendo por partes. A que está sendo colocada em prática agora é a da obrigatoriedade de crianças a partir de 4 anos na escola. E para isso é preciso ter vaga nas escolas, é preciso ter professores, e em alguns casos é necessário até mesmo algumas adaptações. E nós sabemos que agora no período de férias está acontecendo isso em vários locais. A Secretaria está fazendo um esforço para atender a todas essas crianças”, explica Rosane. Com relação às atividades dos professores, ela também comenta que inicialmente podem acontecer alguns transtornos, mas que isso é normal em processos de adaptação.

Porém entre todas as expectativas, uma outra se destaca, de acordo com Simianer. É a de mais diálogo com a administração municipal. “O silêncio do governo tem preocupado o sindicato”, comenta. Ele explica que no ano passado, logo no primeiro mês uma reunião foi realizada para ajustar o piso do magistério, e que nesse ano, apesar do reajuste já ter sido anunciado pelo Ministério da Educação (11,36%), a Prefeitura ainda não entrou em contato para fazer propostas ou dialogar. Além disso, o Sinprom está preocupado também com o projeto de lei que pretende retirar os vales transporte e alimentação dos funcionários em atestado médico.

Rosane explica que no caso dos funcionários da educação essa é uma questão muito delicada. “Os professores, principalmente no período de inverno, ficam muito expostos aos problemas de saúde de seus alunos. Além disso, problemas vocais também são comuns por causa do excessivo uso da voz em sala de aula. Muitas vezes nem sou eu que decido não dar aula, mas um médico que determina que eu devo ficar alguns dias me recuperando para poder retornar às atividades”, ela defende. Além disso, os presidentes também lembram que os professores do município não possuem Plano de Saúde, o que tornaria a decisão de retirar os vales, ainda mais injusta em suas visões.

Como alternativa, o Sinprom sugeriria que, ao invés de tirar esse benefício, a Prefeitura propusesse oferecer uma gratificação – em dinheiro ou em folga – àqueles que dentro de um determinado período não apresentaram um atestado. Simianer garante que o sindicato estará na Câmara de Vereadores na próxima segunda-feira, 15 de fevereiro, quando esse projeto será votado e que pretende conversar com vereadores e com a administração municipal sobre essa ideia.

Para a gestão

Para a gestão de 2016 o sindicato também tem uma série de expectativas, segundo Plácio e Rosane. Primeiro é com relação às eleições que deverão acontecer em agosto. Plácio já adianta que não pretende se candidatar, mas que as chapas já estão sendo montadas e as propostas estudadas.

A segunda grande expectativa para o ano do sindicato é a inauguração da Sede Social do sindicato que está sendo construída na Travessa Dona Leopoldina, em Linha João Alves. “Esse é um sonho de 27 anos”, expressa Rosane. A obra ainda não tem uma data de inauguração, porém os presidentes esperam poder fazê-la no máximo até o dia da posse da nova presidência eleita. “A obra está adiantada. Acho que há tempo hábil”, diz Simianer.