O setor do tabaco tem motivos para celebrar o Dia Mundial da Conservação do Solo na próxima segunda-feira, 15 de abril. A cada nova safra aumenta o número de adeptos às práticas conservacionistas, como o cultivo mínimo e o plantio direto. As empresas associadas ao SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco), por meio dos orientadores agrícolas, incentivam os produtores de tabaco a utilizarem tais práticas que garantem não somente a conservação do solo, mas também menos trabalho na rotina diária.
“O produtor de tabaco reconhece que seu bem mais precioso é a terra e, por este motivo, está mais aberto para fazer correções de solo e pequenas mudanças em sua rotina, que acabam sendo benéficas também para a qualidade de vida”, afirma o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke. Ao utilizar sistemas de cultivo que preservam o solo, o produtor tem menos mão de obra, pois não precisa revolver as camadas superficiais da terra, como ocorre no sistema convencional de plantio.
Pesquisa recente demonstra que mais de 40% dos 165 mil produtores de tabaco já adotaram práticas conservacionistas como o cultivo mínimo ou plantio direto. “Além disso, muitos produtores que continuam utilizando o sistema convencional de preparo do solo adotam outras práticas conservacionistas como terraceamento e plantio em nível. Nossa intenção é que este número continue subindo”, completa o executivo, que também é engenheiro agrônomo.
Para embasar o trabalho contínuo de orientação aos produtores integrados, o SindiTabaco desenvolve desde 2005 o Programa Microbacias, em conjunto com duas universidade federais. Os estudos de análise de concentração de sedimentos na água e avaliação da atividade biológica do solo são realizados na Microbacia do Arroio Lageado Ferreira, em Arvorezinha. As ações têm como objetivo principal a avaliação do impacto das atividades agrícolas e de ocupação das terras sobre o solo e os recursos hídricos. Nestes locais, o manejo do solo foi modificado sensivelmente com a introdução gradual de práticas de conservação como o cultivo mínimo, o plantio em nível, o uso de plantas de cobertura, dentre outras práticas. A experiência obtida no monitoramento de bacias hidrográficas rurais mostra que as práticas de manejo e conservação do solo e água que apresentam grande eficiência na redução dos problemas ambientais (erosão, empobrecimento do solo, susceptibilidade às secas, contaminação da água, assoreamento e enxurradas) são:
Cultivo mínimo
A técnica consiste em revolver o solo o mínimo possível, preservando parte da superfície do solo com resíduos da cultura anterior e com o objetivo de diminuir os riscos de erosão.
Plantio direto
O plantio direto na palha é a técnica de cultivo mais eficiente na redução da erosão. Consiste no plantio com o mínimo de revolvimento do solo, preservando os resíduos (palha) da cultura anterior sobre a superfície do mesmo. Além do aspecto conservacionista, esta técnica propicia redução no uso de combustíveis fósseis, redução na mão de obra e aumento da rentabilidade do produtor através da redução de custos e aumento da produtividade. É técnica largamente utilizada no Brasil e também na cultura do tabaco.
Preservação de mata ciliar
A mata ciliar – localizada no entorno de nascentes e junto aos córregos e rios – é protegida pela legislação e proporciona inúmeros benefícios ao meio ambiente e ao homem. Ela serve de refúgio e fonte de alimento para a fauna silvestre, auxilia na infiltração das águas das chuvas no solo, controla a erosão e colabora na manutenção dos mananciais de água.
Plantio em nível
É uma prática de cultivo que também contribui para reduzir a erosão do solo. O plantio em nível funciona como barreira ao escoamento da água da chuva, reduzindo a sua velocidade e seu potencial de carregar o solo.
Presença de cordões vegetados e terraços
Assim, como no plantio em nível, os cordões vegetados e terraços atuam como obstáculos, retardando a velocidade da água e proporcionando mais tempo para que possa infiltrar-se no solo.
Sucessão de culturas
Como o tabaco é sazonal, permitindo um segundo cultivo, as empresas incentivam o plantio de outras culturas, como o milho e o feijão após o tabaco. Esta prática possibilita a redução de pragas, o reaproveitamento dos fertilizantes, sendo uma fonte de alimento e renda complementar das propriedades. Ao gerenciar adequadamente as culturas agrícolas, pode-se utilizar menor quantidade de fertilizantes e agrotóxicos, o que contribui para a preservação do solo e redução nos riscos de contaminação do meio ambiente.
Divulgação/RJ

Desde 2005 o SindiTabaco desenvolve o Programa Microbacias. As ações têm como objetivo principal a avaliação do impacto das atividades agrícolas e de ocupação das terras sobre o solo e os recursos hídricos














