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Volta às aulas | Relações humanas e aprendizado de línguas na primeira infância

No Instituto Schütz & Kanomata, as crianças aprendem conteúdos educacionais com tutores nativos, unindo conhecimento e vivência cultural desde cedo
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A linguagem nasce do relacionamento humano. Somos seres sociais e dependemos da criação de vínculos para sobreviver. Desde os primeiros anos de vida, é na interação com o outro que a criança desenvolve sua capacidade de se comunicar, compreender intenções e construir relações.

Se aprender um idioma dependesse apenas de exposição passiva, crianças que passam horas diante de telas assistindo a programas em outra língua falariam fluentemente e sem desvios de pronúncia. A realidade demonstra o contrário. A simples escuta, sem interação ou participação ativa, não garante a aquisição efetiva da linguagem. O aprendizado de um idioma exige algo que nenhuma tecnologia substitui plenamente: a troca humana.

Em um contexto marcado pelo avanço da Inteligência Artificial e por profundas transformações sociais, torna-se ainda mais relevante reafirmar o papel das relações humanas, especialmente na educação infantil e na aquisição de um segundo idioma. Crianças aprendem por meio da observação, da imitação e, sobretudo, do vínculo afetivo e da necessidade genuína de comunicação. Preservar espaços de interação real na primeira infância não representa resistência à inovação, mas uma escolha fundamentada na compreensão de como o desenvolvimento humano ocorre.

A idade crítica para o melhor aprendizado e a importância do professor

A primeira infância constitui uma janela privilegiada para o aprendizado de línguas. Nos primeiros anos de vida, o cérebro apresenta elevada sensibilidade aos sons de diferentes idiomas, mas gradualmente se especializa na língua do ambiente. Por isso, a exposição precoce a um segundo idioma – especialmente antes dos 7 anos – amplia significativamente as possibilidades de desenvolver pronúncia próxima à de um falante nativo e fluência espontânea. Essa exposição, porém, precisa ser frequente, contextualizada e significativa, aproveitando a plasticidade cerebral característica desse período de aquisição da linguagem.

Segundo Patricia Kuhl, professora de Ciências da Fala e Audição e co-diretora do Instituto de Aprendizagem e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, estudos indicam que bebês aprendem os sons de uma nova língua quando interagem com uma pessoa real, mas não obtêm os mesmos resultados quando a exposição ocorre apenas por meio de vídeos ou gravações. A aprendizagem eficaz na infância depende da interação humana e de situações autênticas de comunicação. Crianças tendem a resistir a contextos artificiais e excessivamente formais, demonstrando maior engajamento quando percebem uma necessidade real de se comunicar.

Nesse cenário, a presença de um professor qualificado e, preferencialmente, nativo torna-se um diferencial relevante. Se o profissional apresenta forte interferência da língua materna ou desvios idiomáticos característicos de falantes não nativos, a criança tende a reproduzir esses padrões. A qualidade do input linguístico e a autenticidade do uso do novo idioma influenciam diretamente o desenvolvimento da língua, a percepção auditiva e a formação da pronúncia. Por isso, ao escolher uma escola, é fundamental conhecer quem será o facilitador da criança, sua formação e sua competência linguística, assegurando que o modelo oferecido seja consistente e adequado ao processo de aprendizagem.

O Instituto Schütz &Kanomata, há mais de 30 anos, possibilita à comunidade santa-cruzense o contato com falantes nativos e a vivência em um espaço intercultural. Considerando a idade crítica para o melhor aprendizado, foi pioneiro na cidade ao implantar a primeira pré-escola internacional, com programa pedagógico voltado a crianças a partir de 2 anos, na presença de tutores nativos. Mais informações (51)3715-3366 ou Whatsapp (51) 98317-2229.

Elsa K. Schutz
Psicóloga, pós graduada em Neuropsicologia escolar, sócia e coordenadora do Instituto Schütz e Kanomata