
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou ontem três projetos de lei voltados ao fortalecimento do combate à violência contra a mulher. Entre as medidas, está o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica. Outro projeto tipifica o crime de vicaricídio, caracterizado pelo assassinato de filhos ou parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. A terceira iniciativa cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula destacou a necessidade de atualização constante da legislação para enfrentar novas formas de violência. “Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou.
O presidente defendeu que o tema seja levado também para o campo da educação, com foco nos jovens. “Se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, acentuou.
Lula ressaltou ainda a influência das novas tecnologias na formação dos jovens e a necessidade de regulação das redes sociais. “Quem dera essas informações (difundidas nas redes sociais) fossem para uma boa formação; que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma nova mulher”, declarou.
Para o presidente, a falta de controle das plataformas digitais contribui para o incentivo à violência e para o descumprimento de regras. “Precisamos evitar que os crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso, não é pai e mãe que vão conseguir cuidar”, apontou.
Ele concluiu destacando que o desafio é grande e exige ação conjunta entre governo, sociedade e plataformas digitais. “Pai e mãe têm muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama com o filho, vendo o que ele está fazendo (nas redes sociais). O desafio é muito grande”, reiterou. (Com informações da Agência Brasil)














