
Elemir Polese
Lucca Herzog
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Com o fim da campanha nacional de vacinação contra o vírus Influenza (gripe H1N1), a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul orientou que ampliação da vacinação para a população em geral deve ser uma decisão de cada município. Essa definição, porém, precisa considerar que se tenha uma reserva para o público dos grupos prioritários.
Nesse sentido, a Secretaria de Saúde de Santa Cruz do Sul ampliou a vacinação para toda a população, visto que há reserva suficiente para todo o município, como assegura o coordenador de imunizações, Roger Peres. “Dispomos de um estoque que viabiliza a vacinação de todos os interessados. Esse cenário permite a distribuição do imunizante em todas as salas de vacina, além da oferta em horários alternativos e em eventos”, garante.
Entretanto, se a disponibilidade é suficiente, a procura pelo imunizante ainda está aquém do esperado pelas autoridades. No momento, a cobertura de vacinação do município é de 26.112 doses aplicadas – dessas, 15.993 foram nos grupos alvo. O número equivale a 42,9% de cobertura nos prioritários, sendo 27,68% especificamente nas crianças (6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias), 42,88% nas gestantes e 47,36% nos idosos. “Apesar de estar melhorando, ainda está aquém do ideal de 90%”, reforça Roger.
A campanha de vacinação é desafiadora. “Seguimos orientando sobre a importância da vacinação para proteção individual, coletiva e de segurança para a capacidade dos serviços de saúde. Acreditamos que sem a vacina teríamos certamente um cenário muito pior”, observa Roger. Segundo ele, o município continua ofertando o produto nas 31 salas de vacinas públicas e com horários alternativos, já contando com a possibilidade de abertura de unidades em um novo sábado de vacinação (data a ser definida), para potencializar a proteção.
Há, ainda, o objetivo de levar a vacinação às escolas. O coordenador de imunizações da Secretaria de Saúde apela: “O Município segue empenhando esforços em diversas frentes e reforça o pedido para que todos se vacinem, protegendo a si mesmos, aos seus familiares e àqueles que, por razões de saúde, não podem receber o imunizante”.
Os grupos que têm prioridade para receber as vacinas
- Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias
- Gestantes
- Puérperas
- Idosos com 60 anos ou mais
- Povos indígenas
- Quilombolas
- Pessoas em situação de rua
- Trabalhadores da saúde
- Professores do ensino básico e superior
- Profissionais das forças de segurança e salvamento
- Profissionais das Forças Armadas
- Pessoas com deficiência permanente
- Caminhoneiros
- Trabalhadores do transporte coletivo rodoviário
- Trabalhadores portuários
- Trabalhadores dos Correios
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
- Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas
- Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais














