
Fotos: Lucca Herzog
Lucca Herzog
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No Dia do Estudante, celebrado hoje, a liderança jovem ganha destaque na comunidade escolar. Presidente do Grêmio Estudantil da Escola Educar-se e líder de turma, Renatta Rodrigues Paim compartilha sua visão sobre o papel dos estudantes na atualidade e a relevância de seu protagonismo nos espaços de convivência.
A estudante, de 16 anos, cursa o 2º ano do Ensino Médio e descreve aspectos da rotina escolar, o uso das tecnologias no aprendizado e a relação com professores. Também mencionou planos para o futuro, reforçando a importância da participação ativa dos jovens na construção de um ambiente escolar mais dinâmico e representativo. Confira o bate-papo a seguir.
Riovale Jornal – Como é estudar em uma escola junto de um campus universitário, compartilhar dos mesmos ambientes, estruturas e serviços, como laboratórios, espaço de lazer e esporte?
Renatta Rodrigues Paim – A escola estar inserida em uma universidade faz com que acabem surgindo oportunidades que nós estudantes nem mesmo imaginamos, como o contato com pessoas externas, os profissionais das áreas e diferentes cursos. E isso acaba gerando um contato mais frequente, que nos ajuda principalmente para o futuro, porque já fazer parte dessa universidade, de sua rotina, é a receita para nós estarmos aqui futuramente. Além disso, frequentemente vamos aos laboratórios de química, física, e de anatomia, que é o meu preferido. Isso também nos ajuda a sair da teoria, e vivenciar oque aprendemos na aula de forma mais prática. Também faço vôlei na escola, então tenho esse contato com o esporte.
RJ – Como isso auxilia nas tuas escolhas para o futuro?
Renatta – Muito se fala em vestibulares, em Enem. A Unisc tem também seu vestibular, então temos essa possibilidade de teste de forma gratuita, e realizamos também os simulados do Enem em todos os anos do Ensino Médio. Principalmente no segundo ano do ensino médio, nós temos o voluntariado, em que os alunos podem escolher alguma área dentro da escola ou dentro da universidade, para cursar uma carga horária. Eu, particularmente, fiz um curso de fisioterapia, que é o que eu quero seguir futuramente, e onde eu pude atuar como uma fisioterapeuta. Isso abriu a minha mente, me fez perceber que é realmente o que eu quero.
RJ – E como o uso de novas tecnologias influencia na tua vivência como estudante? Qual o papel da inteligência artificial no teu aprendizado e nas aulas, por exemplo?
Renatta – Querendo ou não, a inteligência artificial veio com muita força nos últimos tempos. Muita gente acaba fazendo tarefas não por conta própria, mas por IA. Acredito que esse não é o caminho correto. Eu, particularmente, não uso com tanta frequência, mas querendo ou não, está no nosso dia a dia, não tem como não usar. Para o aprendizado, isso muitas vezes dificulta a si mesmo. Na Escola, isso é muito falado, e os professores sabem que a maioria dos alunos usa, é uma ferramenta que está disponível.Nas nossas aulas, ela é usada eventualmente, como forma de pesquisa, sempre olhando as respostas com discernimento. Mas para mim, é algo que tu vai levar como princípio: ou tu vai fazer por fazer, e se dedicar, ou vai deixar para uma inteligência artificial.














