Everson Boeck
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Depois do pioneirismo marcado pela mecanização da colheita de tabaco Virginia, em fase experimental em algumas regiões do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a Philip Morris Brasil (PMB) apresentou outra inovação aos seus produtores de tabaco durante a safra 2012/2013, o chamado “no bundling”. A técnica pode ser traduzida como a confecção de fardos sem a necessidade de manocar (unir) as folhas de tabaco.
No primeiro ano de utilização, esse novo processo teve adesão de 75% dos produtores de tabaco Burley que possuem contrato com a PMB e a novidade está sendo estendida também aos produtores de tabaco Virgínia. É o caso do produtor João Antônio de Oliveira, 54 anos. Ele mora na Vila Boqueirão, interior do município de General Câmara. Mesmo tendo experiência no assunto, já que cresceu vendo o pai trabalhar com fumo nas lavouras, ele não pensou duas vezes ao aceitar a orientação dos técnicos. João conta que há alguns anos ele tem contrato de compra e venda através do sistema integrado da PMB. “Não somos donos da verdade. Tenho experiências, mas eles (os técnicos orientadores) trazem novidades do mercado e técnicas para nós”, comenta o produtor.
João mora com a mulher e a neta. Planta tabaco Virgínia em sua lavoura, hoje com 125 mil pés. Para esta safra ele iniciou a colheita em outubro e já comercializou 50% da produção. Mesmo com o preço do tabaco abaixo do esperado para a cadeia produtiva na safra deste ano, João tem a expectativa de estar com toda sua produção vendida até o final de março.
Fidelidade
João participa do sistema integrado da PMB desde 2010. Ele relata que o acompanhamento através dos orientadores já lhe rendeu muitos avanços na produtividade. “Diferentemente de outras culturas, como suínos, frangos e leite, em que não há um respaldo por parte do fornecedor. Ao longo dos anos, temos aspectos que melhoraram muito nosso trabalho”, afirma. “Uma das melhorias foi nas estufas. Hoje tenho aparelhos que ajudam a manter a temperatura dentro da estufa sempre em uma constante. Essa não variação dá mais qualidade ao fumo produzido”, exemplifica.
João recebe o acompanhamento do técnico agrícola da PMB, Joares Werner. “O acompanhamento do orientador é muito importante. Ele vem na propriedade, conhece bem a localidade, está sempre disponível, é como alguém da família que está disposto a ajudar”, avalia. A frequência das visitas depende da época, geralmente em período de colheita é maior.
O contrato de compra e venda através do sistema integrado traz diversas vantagens, tanto para o produtor quanto para a empresa. Para o produtor, entre outros benefícios, ele tem acesso a tecnologias e capacitação, assistência técnica e financeira, e garantia de venda da produção contratada. Já a empresa pode efetuar o planejamento de safra, além de ter qualidade e integridade do produto, garantia de fornecimento e sustentabilidade na produção.
SIPT
O Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) baseia-se no princípio da mutualidade, baseado em uma parceria técnico-comercial com produtores de tabaco, os quais têm a contratação da sua safra de tabaco com a garantia de compra de todo o volume produzido, e onde a empresa presta Assistência Técnica especializada para a produção da safra e para o planejamento econômico, social e ambiental da propriedade. A empresa, em comum acordo com o Produtor, realiza ainda o fornecimento de insumos legais e com qualidade mínima requerida, garantindo ao mesmo o acesso a um pacote tecnológico de produção que atenda aos princípios de Boas Práticas Agronômicas e de Sustentabilidade.
Rolf Steinhaus
João (D) recebe visita do técnico da PMB, JoarezWerner














