
Uma das principais atrações do Natal, que figura em empresas e moradias, adornados, iluminados e rodeados de presentes, é o pinheiro. Como muitos dos outros símbolos natalinos, não há uma certeza de como surgiu e se propagou pelo mundo.
Originalmente, a árvore de natal era considerada um costume pagão. E só se popularizou, segundo algumas correntes, em meados do século 19, como afirma a colecionadora alemã Alix Paulsen em entrevista para a agência da Alemanha Deutsche Welle: “Foi durante a guerra franco-prussiana em 1870, 1871, quando o imperador mandou colocar pequenas árvores enfeitadas com luzes em hospitais e postos de controle. Os soldados que sobreviveram à guerra levaram a árvore para casa e desde então, ela se tornou parte da decoração de todas as casas.”
Diversas teorias versam sobre as raízes desse costume. Desde cedo, várias culturas realizavam cultos às árvores: as sempre verdes, como os pinheiros, eram moradia dos deuses e sinal de vida. Dessa forma, esperava-se obter saúde, fertilidade, vitalidade e proteção. Os romanos já decoravam suas moradias com guirlandas de louros, na virada do ano. A transformação dessa tradição em árvore de Natal se deu a partir dos autos de Natal da Idade Média. Neles, a doutrina cristã era apresentada como peça de teatro, para os fiéis que não sabiam ler.
Independente da origem do símbolo, embora também não haja consenso, nas primeiras décadas de popularização dessa tradição natalina, os presentes eram pendurados nos galhos em vez de serem colocados embaixo das árvores. Jornais da década de 1870 descrevem exemplos de árvores atulhadas de doces, bonecas e brinquedos por todos os galhos. Alguns presentes daquela época ainda incluíam frutas, bolos e doces, que as crianças podiam simplesmente pegar na árvore quando quisessem.
A segunda curiosidade é que no sudoeste da Alemanha, durante os séculos 17 e 18, era popular entre as classes mais baixas o hábito de pendurar árvores menores no teto ou em vigas, mantendo a decoração longe das mãos das crianças. Segundo o escritor alemão, Bernd Brunner, em sua obra “Inventing the Christmas Tree”, algumas famílias até as deixavam de ponta cabeça por acreditar que as raízes apontadas para o céu poderiam fazer com que as árvores ganhassem poderes divinos.














