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A arte "viva" de Lili Pokorny

Cristiano Silva
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Cristiano Silva

Lili Pokorny produz as suas artes há oito anos e atualmente se dedica exclusivamente a Arte Francesa

Formada em Estudos Sociais, com mestrado em Direito, tendo lecionado na Universidade de Santa Cruz (Unisc) e na Faculdade Dom Alberto, e também proprietária de uma cafeteria. Lili Pokorny definitivamente não é uma mulher que gosta de ficar parada. Mesmo com inúmeros conhecimentos em várias áreas e diversos afazeres, por volta de oito anos atrás, a Arte Francesa entrou na sua vida para levar um colorido diferente das atividades que moldavam o seu tempo.
A Arte Francesa – técnica que através da sobreposição de gravuras de papel dá um efeito de profundidade e movimento a uma imagem plana – entrou na vida de Lili em um momento de descanso. “Eu estava de férias em Capão da Canoa, e como não posso ficar sem fazer nada, procurei saber do que se tratava e participei de algumas aulas. Quando comecei a fazer eu não entendia nada sobre as sombras, as luzes e diversas técnicas, porém um dia cheguei em casa e passei uma noite inteira fazendo um quadro, que levei no outro dia na aula para mostrar para professora. Ela adorou, me deu parabéns, e desde lá não parei mais” revela a artista.

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Características “reais” dão forma à Arte Francesa produzida por Lili Pokorny

ORIGEM

A pioneira em Arte Francesa é a antiga China, onde é muito comum a técnica de sobreposição simples. Era usada na decoração de móveis, figuras cobertas de verniz laca (a decoupagem), conhecidos como laqueados. Os franceses utilizaram essa técnica inovando-a com vários recortes de uma mesma figura, avolumando e dando origem a uma nova técnica, que passou a ser conhecida na Espanha como Arte Francesa, estendendo-se a outros países como a Holanda, Argentina e posteriormente o Brasil, tornando-se um sucesso de beleza e charme, encantando a todos.

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Para produzir esta arte, Lili buscou observar um cavalo real e suas peculiaridades,
para aí sim, finalizar o trabalho

A arte passou a ser chamada de francesa porque foram os franceses que aperfeiçoaram a técnica, e também porque em suas pinturas são extremamente minuciosos, fazendo com que pequenos detalhes transformem suas telas em grandes obras.
Segundo Lili, são diversas técnicas a aplicar, de acordo com cada trabalho e completa: “A Arte Francesa é mais do que fazer uma arte, tu precisas entender o objeto que irá ser feito e o que tu vais fazer. Precisa ter harmonia. Para fazer, por exemplo, um cavalo, eu não conseguia entender o rabo, como fazer para parecer bem real. Uma tarde fui sentar na Praça Getúlio Vargas somente para observar os cavalos que os brigadianos montam. Verifiquei como se movimentam e para que lado correm. A partir disso vim para o atelier e terminei o trabalho”.
Infelizmente a velha questão, tão batida – com razão – pelos artistas locais vem à tona: o incentivo. “Aqui em Santa Cruz falta ainda é mais incentivo aos artistas. Tem gente maravilhosa, com trabalhos lindos. Quando teve o Espaço Giroroflex-Forma, até pensamos na hipótese da prefeitura ceder uma casa pra nós, para que eu, que faço arte francesa, outro que faz artesanato, outro que faz pintura, pudesse desenvolver suas artes e atrair os turistas” revela Lili Pokorny.
A artista produz seus trabalhos sob encomenda, e os coloca também em exposições. O atelier de Lili fica no Centro Empresarial Champs Elysées (28 de setembro, 36, sala 511).

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A Arte Francesa foi criada na China e aperfeiçoada na França,
onde recebeu o nome pela inovação incorporada na arte pelos franceses